
A ilha localiza-se sobre a placa tectónica norte americana, a oeste do
rifte da Crista Média Atlântica (sigla CMA), edificada sobre fundo
oceânico com cerca de 10 milhões de anos. As ilhas das Flores e do Corvo emergem
do mesmo banco submarino, de orientação NNE-SSO. A sua tectónica é controlada
por falhas orientadas aproximadamente Norte-Sul, paralelas à Crista Média
Atlântica e por falhas transformantes com direção Oeste-Este, que segmentam o
vale do
rifte. A ilha corresponde a um vulcão do tipo central, que
começou a emergir há cerca de 730 mil anos. O colapso da cratera terá ocorrido
há 430 mil anos. Antes da formação da cratera, estima-se que o cone central
teria cerca de 1 000 metros de altitude.

Aliado à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos
dominantes de nordeste e oeste. As vertentes do vulcão encontram-se parcialmente
preservadas nos flancos Sul e Leste (com altitudes entre 150 a 250 metros),
muito reduzidas pelo recuo das arribas litorais a norte e completamente ausentes
a oeste (com altitudes entre 500 a 700 metros). O recuo das arribas já alcançou
o bordo oeste da caldeira. Na vertente sul, sobressaem cones secundários –
Coroínha, Morro da Fonte, Grotão da Castelhana e Coroa do Pico – que se
encontram bem preservados da acção erosiva, responsáveis pelo derrames
basálticos que formaram a fajã lávica (com altitudes entre 10 a 60 metros).
A extremidade noroeste da ilha constitui a Ponta Torrais, saliente e notável, em
espinhaço aguçado e com cristas pontiagudas, tendo na sua face norte um pequeno
ilhéu cónico, o ilhéu dos Torrais. Na costa norte e noroeste existe outro
pequeno ilhéu, o Ilhéu do Torrão, e alguns recifes submersos perigosos para a
navegação.
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