quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Ilha do Pico - Igreja de Santa Maria Madalena.
Esta Igreja localiza-se na Vila da Madalena, ilha do Pico.
Ignora-se a fundação deste templo situado junto ao porto da vila, fronteiro ao mar, no entanto por volta de 1871, Silveira de Macedo regista que ela era "o primeiro templo da ilha em grandeza e magnificência", e que acabara de ser reparado pela Repartição das Obras Públicas. Por essa época, a igreja conservava a sua primitiva traça: três portas e dois andares de janelas, não tendo frontispício, nem grimpas nas torres.
Posteriormente foi decidido construir-lhe outra frente, mais elegante e com maior imponência. Foi-lhe então conferida a atual feição, com uma só série de janelas, uma única porta com uma espécie de galilé e duas torres com grimpas, apresentando a particularidade de toda a mesma frente ser coberta de azulejos brancos.
Todas essas obras, porém, não afectaram o interior, o qual foi restaurado com o melhor critério pelo respectivo vigário, Padre Tomás Pereira da Silva Medeiros. Todas as cantarias têm sido limpas da caliça, diligenciando-se também o douramento das talhas de várias capelas e dos púlpitos. A capela-mor apresenta riquíssimos azulejos sobre a vida de Santa Maria Madalena.
Em fins do ano de 1953 a capela-mor foi valorizada com belos vitrais alusivos àquela Santa. Mais recentemente um luso-americano, natural da Madalena, ofereceu para a imagem da santa uma rica coroa de ouro.
quarta-feira, 19 de setembro de 2012
Personalidades - Teófilo Braga.
Joaquim Teófilo Fernandes Braga, nasceu em Ponta Delgada, 24 de Fevereiro de 1843 e faleceu em Lisboa, 28 de Janeiro de 1924.
Foi político, escritor e ensaísta português. Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia (com especial destaque para as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia, tendo sido ele o introdutor do Positivismo em Portugal. Depois de ter presidido ao Governo Provisório da República Portuguesa, a sua carreira política terminou após exercer fugazmente o cargo de Presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.
Em 1890 foi pela primeira vez eleito membro do directório do Partido Republicano Português (PRP). Nessa condição, a 11 de Janeiro de 1891 foi um dos subscritores do Manifesto e Programa do PRP, em cuja elaboração colaborara. Este manifesto, e a sua apresentação pública, precederam em três semanas a Revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, à qual Teófilo Braga, como aliás a maioria dos republicanos lisboetas, se opôs.
Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.
A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado republicano por Lisboa às Cortes monárquicas, não chegando contudo a tomar posse por entretanto ocorrer a implantação da República Portuguesa.
Por decreto publicado no Diário do Governo de 6 de Outubro do mesmo ano é nomeado presidente do Governo Provisório da República Portuguesa saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910. Naquelas funções foi de facto chefe de Estado, já que o primeiro Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, apenas foi eleito a 24 de Agosto de 1911.
Quando Manuel de Arriaga foi obrigado a resignar do cargo de Presidente da República, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, Teófilo Braga foi eleito para o substituir pelo Congresso da República, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco. Sendo um Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumpriu o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo então substituído por Bernardino Machado. Foi a sua última participação na vida política activa.
O seu mandato presidencial decorreu em condições difíceis, já que João Pinheiro Chagas que havia sido escolhido pela Junta Constitucional para presidir ao governo não pôde tomar posse do cargo, porque na noite de 16 para 17 de Maio foi vítima de um atentado, protagonizado pelo senador evolucionista João José de Freitas, que o alvejou e obrigou a permanecer internado no Hospital de São José. Embora confirmado no cargo a 17 de Maio, logo de seguida foi chamado José Ribeiro de Castro, que em 18 de Junho de 1915 foi empossado num novo governo, o 11.º Constitucional, que se manteria no poder até 29 de Novembro do mesmo ano, cessando funções apenas depois de ter terminado o mandato de Teófilo Braga. Mesmo enquanto Presidente da República, recusava honras e ostentações e andava proletariamente de eléctrico, com o guarda-chuva no braço ou de bengala já sem ponteira. O exercício da presidência não estaria muito na sua maneira de ser.
Foi político, escritor e ensaísta português. Estreia-se na literatura em 1859 com Folhas Verdes. Licenciado em Direito pela Universidade de Coimbra, fixa-se em Lisboa em 1872, onde lecciona literatura no Curso Superior de Letras (actual Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa). Da sua carreira literária contam-se obras de história literária, etnografia (com especial destaque para as suas recolhas de contos e canções tradicionais), poesia, ficção e filosofia, tendo sido ele o introdutor do Positivismo em Portugal. Depois de ter presidido ao Governo Provisório da República Portuguesa, a sua carreira política terminou após exercer fugazmente o cargo de Presidente da República, em substituição de Manuel de Arriaga, entre 29 de Maio e 4 de Agosto de 1915.
Em 1890 foi pela primeira vez eleito membro do directório do Partido Republicano Português (PRP). Nessa condição, a 11 de Janeiro de 1891 foi um dos subscritores do Manifesto e Programa do PRP, em cuja elaboração colaborara. Este manifesto, e a sua apresentação pública, precederam em três semanas a Revolta de 31 de Janeiro de 1891, no Porto, à qual Teófilo Braga, como aliás a maioria dos republicanos lisboetas, se opôs.
Em 1 de Janeiro de 1910 torna-se membro efectivo do directório político, conjuntamente com Basílio Teles, Eusébio Leão, José Cupertino Ribeiro e José Relvas.
A 28 de Agosto de 1910 é eleito deputado republicano por Lisboa às Cortes monárquicas, não chegando contudo a tomar posse por entretanto ocorrer a implantação da República Portuguesa.
Por decreto publicado no Diário do Governo de 6 de Outubro do mesmo ano é nomeado presidente do Governo Provisório da República Portuguesa saído da Revolução de 5 de Outubro de 1910. Naquelas funções foi de facto chefe de Estado, já que o primeiro Presidente da República Portuguesa, Manuel de Arriaga, apenas foi eleito a 24 de Agosto de 1911.
Quando Manuel de Arriaga foi obrigado a resignar do cargo de Presidente da República, na sequência da Revolta de 14 de Maio de 1915, Teófilo Braga foi eleito para o substituir pelo Congresso da República, a 29 de Maio de 1915, com 98 votos a favor, contra um voto de Duarte Leite Pereira da Silva e três votos em branco. Sendo um Presidente de transição, face à demissão de Manuel de Arriaga, cumpriu o mandato até ao dia 5 de Outubro do mesmo ano, sendo então substituído por Bernardino Machado. Foi a sua última participação na vida política activa.
O seu mandato presidencial decorreu em condições difíceis, já que João Pinheiro Chagas que havia sido escolhido pela Junta Constitucional para presidir ao governo não pôde tomar posse do cargo, porque na noite de 16 para 17 de Maio foi vítima de um atentado, protagonizado pelo senador evolucionista João José de Freitas, que o alvejou e obrigou a permanecer internado no Hospital de São José. Embora confirmado no cargo a 17 de Maio, logo de seguida foi chamado José Ribeiro de Castro, que em 18 de Junho de 1915 foi empossado num novo governo, o 11.º Constitucional, que se manteria no poder até 29 de Novembro do mesmo ano, cessando funções apenas depois de ter terminado o mandato de Teófilo Braga. Mesmo enquanto Presidente da República, recusava honras e ostentações e andava proletariamente de eléctrico, com o guarda-chuva no braço ou de bengala já sem ponteira. O exercício da presidência não estaria muito na sua maneira de ser.
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Ilha Terceira - Ilhéus das Cabras.
Os ilhéus das Cabras localizam-se a sueste da cidade de Angra do Heroísmo, na costa sul da ilha Terceira.Administrativamente estão compreendidos na freguesia de Porto Judeu.
Constituem-se em duas ilhotas vulcâncias, restos de um cone litoral muito desmantelados pela erosão marinha e pelas movimentações tectónicas de um vulcão surtseyano, hoje fortemente palagonitizado. São os ilhéus de maiores dimensões existentes no arquipélago.
No que diz respeito à avifauna, neles podem observar-se o cagarro (Calonectris diomedea borealis) e o garajau-comum (Sterna hirundo), espécies protegidas pelo Anexo I da Directiva Aves, contando-se também com a presença de espécies como a garça-real (Arrfea cinerea), o pilrito-das-praias (Calidris alba), e o borrelho-de-coleira-interrompida (Charadrius alexandrinus). Os ilhéus são ainda uma zona de importante nidificação de aves marinhas, tais como a gaivota, o cagarro e o garajau.
A zona dos ilhéus também é frequentada por pequenos cetáceos, destacando-se a toninha-brava (Tursiops truncatus) e tartarugas, como a tartaruga-boba (Caretta caretta), espécies constantes do Anexo II da Directiva Habitats da União Europeia.
O escritor Vitorino Nemésio, na obra "Corsário das Ilhas" (1956) refere-se a estes ilhéus como "…a estátua da nossa solidão."
domingo, 16 de setembro de 2012
sexta-feira, 14 de setembro de 2012
Ilha Terceira - Miradouro da Serra do Cume.
O Miradouro da Serra do Cume localiza-se no topo do complexo desmantelado da Serra do Cume, no concelho da Praia da Vitória, na ilha Terceira. De elevado interesse paisagístico, oferecem uma das mais belas paisagens da ilha: de um lado, a 542 metros acima do nível do mar, a baía e cidade da Praia da Vitória conjuntamente com a planície das Lajes e a Base Aérea das Lajes e, pelo outro, a 545 metros acima do nível do mar, a grande planície do interior da ilha, com os seus típicos "cerrados", separados por muros de pedra vulcânica e hortênsias.
Foi inaugurado a 2 de agosto de 2008 pelo então Secretário Regional da Habitação e Equipamentos, José António V. Silva Contente e pelo então presidente da Câmara Municipal da Praia da Vitória, Roberto Lúcio Silva Pereira Monteiro.
O complexo desmantelado da serra do Cume constitui-se nos restos de um primitivo vulcão, possivelmente o vulcão primordial da ilha, que apresenta uma vasta caldeira com um diâmetro de aproximadamente 15 quilómetros.
A sua erupção formou um maciço de grandes dimensões que ampliou em vários quilómetros os limites da ilha. O interior dessa caldeira constitui-se numa vasta planície atualmente ocupada por largas extensões de vegetação e áreas de pastagem.
É possível ainda observar pequenos domos vulcânicos, formados por erupções posteriores, que se alinham ao longo de uma falha vulcânica.
Durante a Segunda Guerra Mundial esta elevação serviu de ponto de controlo militar, ocasião em que foi construído um complexo militar subterrâneo, hoje abandonado, as Casamatas da Serra do Cume.
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
Personalidades - Natália Correia.
Natália Correia nasceu na Ilha de S.Miguel, freguesia da Fajã de Baixo a 13 de Setembrode 1923 e faleceu em Lisboa a 16 de Março de 1993.
Foi uma intelectual, poetisa e activista social açoriana, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia.
Deputada à Assembleia da República (1980-1991), interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).
A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.
Na madrugada de 16 de Março de 1993, morreu, subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa) constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.
Foi uma intelectual, poetisa e activista social açoriana, autora de extensa e variada obra publicada, com predominância para a poesia.
Deputada à Assembleia da República (1980-1991), interveio politicamente ao nível da cultura e do património, na defesa dos direitos humanos e dos direitos das mulheres. Autora da letra do Hino dos Açores. Juntamente com José Saramago (Prémio Nobel de Literatura, 1998), Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues foi, em 1992, um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura (FNDC).
A obra de Natália Correia estende-se por géneros variados, desde a poesia ao romance, teatro e ensaio. Colaborou com frequência em diversas publicações portuguesas e estrangeiras. Foi uma figura central das tertúlias que reuniam em Lisboa nomes centrais da cultura e da literatura portuguesas nas décadas de 1950 e 1960. Ficou conhecida pela sua personalidade livre de convenções sociais, vigorosa e polémica, que se reflecte na sua escrita. A sua obra está traduzida em várias línguas.
Na madrugada de 16 de Março de 1993, morreu, subitamente, com um ataque cardíaco, em sua casa, depois de regressada do Botequim. A sua morte precoce deixou um vazio na cultura portuguesa muito difícil de preencher. Legou a maioria dos seus bens à Região Autónoma dos Açores, que lhe dedicou uma exposição permanente na nova Biblioteca Pública de Ponta Delgada, instituição que tem à sua guarda parte do seu espólio literário (que partilha com a Biblioteca Nacional de Lisboa) constante de muitos volumes éditos, inéditos, documentos biográficos, iconografia e correspondência, incluindo múltiplas obras de arte e a biblioteca privada.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Ilha do Faial -Praia do Almoxarife
A Praia do Almoxarife ocupa uma superfície total de 10,04 km² com 834 habitantes (2011). Tem uma densidade populacional de 83,1 hab/km² e conta com 597 eleitores inscritos.
É uma freguesia rural de grande beleza natural, situada entre a Lomba da Espalamaca e a Lomba dos Frades, atravessada pela Ribeira da Praia. Tem enseada com um amplo areal. A freguesia deve o seu nome a um almoxarife que aqui teria propriedades ou residia.
Foi no seu areal que terá desembarcado pela primeira vez, Joss van Hurtere com mais 15 flamengos, em 1465, com intuito de explorar os recursos da ilha.
Foi ainda local de desembarque de tropas Liberais sob comando do Conde de Vila-Flor, em 23 de Abril de 1831. O Sismo de 1926 derrubou quase a totalidade das casas. Estrategicamente situada em relação à Enseada da Praia, situa-se uma posição militar da II Guerra Mundial construída em 1941, em betão e alvenaria de pedra para 2 metralhadoras pesadas, para repelir com fogo rasante eventuais desembarques.
Para além culto ao Divino Espírito Santo, a Festa de N. Sra. da Graça (15 de Agosto), a padroeira da freguesia, e regista-se ainda uma forte devoção ao Senhor Santo Cristo da Praia (1 de Fevereiro).
Diz a tradição, que o crucifixo e imagem do Senhor Santo Cristo, que aqui se venera, o trouxera de Bruges, Joss van Hurtere e seus companheiros. (História das Quatro Ilhas do Distrito da Horta, Silveira Macedo) Conta-se outra lenda que o crucifixo fora achado na praia sem um braço - resultado frequente dos saques às igrejas e conventos pelos corsários e piratas - e que trazido para a igreja. Apesar de todas as tentativas de lhe colocar um novo braço este não aderia. Certo dia, é achado um pedaço de madeira que jogado no lume não ardia. Ao ser levado aos padres, estes o reconhecem como o braço da imagem. Ao ser recolocado, este aderiu. (Crónica da Província de São João Evangelista, Frei Agostinho de Montalverne.
A freguesia têm o sector primário como actividade fundamental para a economia da sua população. A restauração e restantes sectores ligados ao Turismo são também muito importantes. Possui um amplo areal com a Bandeira Azul, a Praia do Almoxarife (Areal) e um bem equipado Parque de Campismo. Na Ramada do Chão Frio, criado uma área de lazer chamada Poço da Asas. Possuí condições muito atractivas para o Turismo.
Assinar:
Postagens (Atom)










