segunda-feira, 10 de setembro de 2012
Festa da Serreta - Resumo Histórico.
Vários autores, como o Padre Jerónimo Emiliano de Andrade, francisco Ferreira Drumond, Luis da Silva Ribeiro e Pedro de Merelim referiram-se ao historial da Serreta e à sua Padroeira, Nossa Senhora dos Milagres.Alguns atribuem o início deste culto popular ao Sec.XVI, mas outros também referem o ano de 1690.
Em 10 de Setembro de 1842, deu-se a mudança da Imagem de Nossa Senhora Senhora dos Milagres da freguesia das Doze Ribeiras para o Curato da Serreta, com a primeira missa a ser presidida pelo Cónego Manuel Correia de Ávila.
Com as peregrinações, com a primeira festa com os toiros bravos a acontecer na Segunda- Feira, 10 de Setembro de 1849, seguiram-se outras festividades que tiveram grande participação popular.
Por provisão de 24 de Dezembro de 1861, o Bispo de Angra, D.frei Estevão de Jesus Maria, promoveu a freguesia de Nossa Senhora dos Milagres, tendo assumido o cargo de Vigário da nova freguesia, o reverendo José Bernardo Corvelo, até ali cura do lugar.
A criação da freguesia e paróquia deu-se a 1 de Janeiro de 1862, com o Decreto do rei D.PedroV, de Portugal, de 16 de Outubro de 1861e contou com o apoio do então secretário-geral, no exercício de Governador Civil Jácome de Bruges e da Edilidade que muito se interessaram por esta elevação da Serreta, incorporando a Fajã, que foi desligada da paróquia dos Altares, até ao Penedo além da Ribeira dos Catorze, "por ter para isso as proporções necessárias, com grande população, boa Igreja para servir de Matriz, excelente Passal para residência do Vigário, grande abundância de água e ser um lugar muito distante da freguesia de S.Jorge, das Doze Ribeiras", conforme pode ler-se no acordão de 3 de Abril de 1861, com o parecer positivo da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo enviado à consideração régia.
sábado, 8 de setembro de 2012
Ilha Terceira - Monte Brasil
O Monte Brasil, é um morro com crateras de antigos vulcões, constitui uma península sobranceira à cidade de Angra do Heroísmo, na freguesia da Sé. No istmo, foi construído o Forte de São João Batista, em 29 de maio de 1591, uma das mais vastas e importantes fortalezas dos finais do século XVI construídas no nosso país.
Denominado Castelo de São Filipe até à Restauração (1641), o Castelo de São João Batista tem servido, desde o século XVI, de quartel das diversas unidades militares, que ao longo de reformas sucessivas tem ocupado as suas instalações. Foi elevada a fortaleza de 1.ª classe em 21 de dezembro de 1863. Desde 1993, é sede do quartel do Regimento de Guarnição.
Pelo Decreto 32973, de 18 de agosto de 1943, a Igreja de São João Batista, a fortaleza e as suas muralhas, foram classificadas como «Imóvel de Interesse Público», com vista à sua conservação e proteção, uma vez que se verificavam permanentes atentados à multicentenária fortificação.
O Monte Brasil constitui ainda um parque natural da cidade, com espécies arbóreas e arbustivas de especial interesse e com excelentes miradouros, não só sobre o aglomerado urbano, como também sobre grande parte da costa sul da ilha e ilhas situadas a ocidente. Possui um trilho pedestre.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Ilha de S.Miguel- Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões.
O Parque Natural da Ribeira dos Caldeirões localiza-se ao longo de parte do curso de água da Ribeira dos Caldeirões, na freguesia da Achadinha concelho do Nordeste.
Localiza-se nos declives da Serra da Tronqueira e ocupa parte do curso da Ribeira do Guilherme, ribeira onde também se localiza o Jardim Botânico da Ribeira do Guilherme.
Neste parque natural é possível observar uma abundante e variada flora macaronésica, onde a Laurissilva é dominante e onde se destacam fetos arbóreos de grande porte. Igualmente encontram-se abundantes maciços de hortênsias e criptomérias de grande porte.
É de destacar neste parque natural que se prolonga ao longo do curso da ribeira a existência de uma cascata
que alimenta com água parte do parque.
O facto de nas suas florestas se encontrar o Priolo associado a variedade vegetal levou à inclusão de parte do parque na Zona de Protecção Especial do Pico da Vara e Ribeira do Guilherme.
Também se podem encontrar antigos moinhos de água, sendo que num deles se encontra um museu etnográfico. As casas dos moleiro foram transformadas em loja de artesanato e a turismo rural.
Neste espaço existem ainda serviços de cafetaria, um parque de merendas e um parque infantil.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Manuel de Arriaga
Manuel José de Arriaga Brum da Silveira e Peyrelongue , nasceu na Horta a 8 de Junho de 1840 e faleceu em Lisboa, 5 de Março de 1917.
Foi advogado, professor escritor e político.
Grande orador e membro destacado da geração doutrinária do republicanismo português, foi dirigente e um dos principais ideólogos do Partido Republicano Português. A 24 de Agosto de 1911 tornou-se no primeiro presidente eleito da República Portuguesa, sucedendo na chefia do Estado ao Governo Provisório presidido por Teófilo Braga. Exerceu aquelas funções até 29 de Maio de 1915,[data em que foi obrigado a demitir-se, sendo substituído no cargo pelo mesmo Teófilo Braga, que como substituto completou o tempo restante do mandato.
Nasceu na casa do Arco, no centro da cidade da Horta, ilha do Faial, filho de Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira e de sua esposa Maria Cristina Pardal Ramos Caldeira. Pertencente à melhor sociedade faialense, o pai era um dos mais ricos comerciantes da cidade, último administrador do morgadio familiar e grande proprietário. A família, com pretensões aristocráticas, traçava as suas origens até ao flamengo Joss van Aard, um dos povoadores iniciais da ilha. Foi neto do general Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira, que se distinguira na Guerra Peninsular, e sobrinho-neto do desembargador Manuel José de Arriaga Brum da Silveira, que em 1821 e 1822 fora deputado pelos Açores às Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa.
Depois de concluídos os estudos preparatórios na cidade da Horta, em 1860 matriculou-se no curso de Direito da Universidade de Coimbra, sendo acompanhado pelo seu irmão, José de Arriaga, quatro anos mais novo. Em Coimbra cedo se revelou um aluno brilhante e um orador notável. Aderiu ao positivismo filosófico e ao republicanismo democrático, passando a ser frequentador assíduo das tertúlias filosóficas e políticas, onde se destacava pela sua verve e capacidade argumentativa.
Esta adesão ao ideário republicano, então considerado subversivo, levou a que o pai, monárquico conservador com laivos miguelistas, cortasse relações com o filho, proibindo-lhe o regresso a casa. Nessas circunstâncias foi obrigado a trabalhar para sustentar os seus estudos, e os do irmão, igualmente proscrito pelo pai por adesão a ideologias subversivas. Leccionava inglês como professor particular, aproveitando os bons conhecimentos daquela língua que adquirira na Horta com a preceptora americana contratada pela sua família. O seu irmão escrevia em diversos jornais de Coimbra e de Lisboa, vindo a revelar-se um polígrafo de mérito.
Manuel de Arriaga iniciou o seu percurso parlamentar apresentando de imediato uma proposta que visava eliminar o juramento de fidelidade ao rei e à Carta Constitucional a que estavam obrigados os parlamentares, proposta que obviamente foi de imediato rejeitada. Apresentou durante o ano de 1883 diversas propostas legislativas, todas sem sucesso. Até ao termo da legislatura, que terminou com a 3.ª sessão legislativa a 17 de Maio de 1884, limitou-se a renovar, em conjunto com Elias Garcia, uma iniciativa legislativa. Durante estes dois anos no Parlamento renunciou ao seu vencimento como professor liceal, recebendo apenas o subsídio parlamentar a que tinham direito os deputados. Terminado o mandato, não foi reeleito.
Foi um dos principais autores do programa do PRP apresentado ao público no dia 11 de Fevereiro de 1891. A partir daí participou frequentemente nos comícios de propaganda republicana, onde a sua capacidade oratória e a sua retórica rica e inflamada era muito apreciada pelas camadas populares. Aliás essa sua presença em comícios já vinha desde longe, já que em 1883 já participara num comício dissolvido pela força, razão que o levara depois a protestar veementemente nas Cortes.
Na Assembleia Nacional Constituinte revelou-se um orador notável, tendo muitos dos seus discursos dado um impulso não negligenciável à causa republicana. Não partilhava, porém, o anti-clericalismo próprio dos primeiros republicanos portugueses.
Se não há dúvida que Manuel de Arriaga foi uma das figuras mais prestigiadas do republicanismo na oposição à Monarquia Constitucional Portuguesa, menos consensual foi a sua acção política como Presidente da República, especialmente nos últimos meses do mandato. Embora amargurado e sentindo-se incompreendido e injustiçado pelos vitupérios de que era vítima por parte dos seus próprios correlegionários republicanos, publicou, em 1916, um livro intitulado Na Primeira Presidência da República Portuguesa, um verdadeiro testamento da sua acção política.
Morreu em Lisboa a 5 de Março de 1917, dois anos depois de ter abandonado a Presidência da República. Foi sepultado em jazigo de família no Cemitério dos Prazeres. Em cumprimento da decisão votada por unanimidade pela Assembleia da República, constante da Resolução da Assembleia da República n.º 49/2003, de 4 de Junho, foi trasladado para o Panteão Nacional de Santa Engrácia. A cerimónia solene de trasladação ocorreu em 16 de Setembro de 2004, com a presença do Presidente da República, do Primeiro Ministro e das mais altas individualidades do Estado Português.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Ilha do Corvo - Geologia.
A ilha localiza-se sobre a placa tectónica norte americana, a oeste do
rifte da Crista Média Atlântica (sigla CMA), edificada sobre fundo
oceânico com cerca de 10 milhões de anos. As ilhas das Flores e do Corvo emergem
do mesmo banco submarino, de orientação NNE-SSO. A sua tectónica é controlada
por falhas orientadas aproximadamente Norte-Sul, paralelas à Crista Média
Atlântica e por falhas transformantes com direcção Oeste-Este, que segmentam o
vale do rifte. A ilha corresponde a um vulcão do tipo central, que
começou a emergir há cerca de 730 mil anos. O colapso da cratera terá ocorrido
há 430 mil anos. Antes da formação da cratera, estima-se que o cone central
teria cerca de 1 000 metros de altitude.Aliado à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos dominantes de nordeste e oeste. As vertentes do vulcão encontram-se parcialmente preservadas nos flancos Sul e Leste (com altitudes entre 150 a 250 metros), muito reduzidas pelo recuo das arribas litorais a norte e completamente ausentes a oeste (com altitudes entre 500 a 700 metros). O recuo das arribas já alcançou o bordo oeste da caldeira. Na vertente sul, sobressaem cones secundários – Coroínha, Morro da Fonte, Grotão da Castelhana e Coroa do Pico – que se encontram bem preservados da acção erosiva, responsáveis pelo derrames basálticos que formaram a fajã lávica (com altitudes entre 10 a 60 metros).
A extremidade noroeste da ilha constitui a Ponta Torrais, saliente e notável, em espinhaço aguçado e com cristas pontiagudas, tendo na sua face norte um pequeno ilhéu cónico, o ilhéu dos Torrais. Na costa norte e noroeste existe outro pequeno ilhéu, o Ilhéu do Torrão, e alguns recifes submersos perigosos para a navegação
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Aeroporto de Vila do Porto - meados do Sec.XX.
1952 -Chegada dos Americanos a Vila do Porto e desembarque de equipamentos para construção do aeroporto.
Anos 60- Aeroporto - Clube Asas do Atlântico.
Anos 60 -Piscina do Aeroporto.
Anos 70 - O Concord da Air França estacionado no Aeroporto
Anos 60- Aeroporto - Clube Asas do Atlântico.
Anos 60 -Piscina do Aeroporto.
Anos 70 - O Concord da Air França estacionado no Aeroporto
domingo, 2 de setembro de 2012
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