sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Vila das Lajes das Flores.

As Lajes das Flores é sede do concelho com 18,45 km² de área e 627 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 34 hab/km². A freguesia das Lajes das Flores corresponde ao território da vila do mesmo nome, um dos dois existentes na ilha das Flores.
   Situa-se no extremo sueste da ilha, sendo constituída pelos lugares de Jogo da Bola, Monte, Morros, Outeiro Negro, Pátio Grande, Ribeira Seca e Vila de Baixo. O centro da freguesia é dominado pelo edifício dos Paços do Concelho e pelas instalações da antiga Estação Radionaval das Flores, as quais englobam o Farol das Lajes, um dos maiores e mais potentes faróis dos Açores. No seu território fica situado o Porto Comercial das Flores, a infraestrutura portuária que serve toda a ilha.
   A população residente na vila é de 545 habitantes (2001), dos quais 37% eram crianças e adolescentes, 49% adultos e 14% idosos. Estavam recenseados na vila 437 eleitores. Uma parte importante da população da vila emigrou para os Estados Unidos da América e para o Canadá, em especial durante as décadas de 1960 a 1980.
   A população residente na vila é de 545 habitantes (2001), dos quais 37% eram crianças e adolescentes, 49% adultos e 14% idosos. Estavam recenseados na vila 437 eleitores. Uma parte importante da população da vila emigrou para os Estados Unidos da América e para o Canadá, em especial durante as décadas de 1960 a 1980.
   Os principais festejos realizados na vila são:
  
  • As festas em honra de São Pedro, no dia 29 de Junho;
  • A festa de Nossa Senhora do Rosário, no primeiro domingo de Outubro, na Igreja Matriz de Lajes das Flores, com procissão e arraial;
  • As festas do Divino Espírito Santo, pelo Pentecostes;
  • A Festa do Emigrante, designação dada às festas concelhias desde 1986, realizadas em homenagem aos emigrantes florentinos, celebrada de sexta a segunda-feira (feriado municipal), na terceira semana de Julho, junto aos Paços do Concelho, com arraial na Avenida Peixoto Pimentel.
  •    Os principais imóveis existentes  são:
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  • Igreja Matriz de Nossa Senhora do Rosário, construída entre 1763 e 1783 no local onde estivera a Ermida do Espírito Santo, para ali transferida no século XVI, de junto ao porto, quando o local foi ocupado pelo Fortim do Espírito Santo. Substituiu a velha Matriz, que deu lugar ao actual cemitério;
  • Capela de Nossa Senhora das Angústias, sita no interior do actual cemitério, estava originalmente no adro da Matriz, então ali situada. Data de 1729 e foi fundada por dois fidalgos espanhóis, aparentemente de nome D. Pedro e D. Manuel, que se salvaram do naufrágio do galeão Nuestra Señora de Angústias e San José que naufragou ao largo de Lajes das Flores, com 180 pessoas a bordo, no dia 27 de Fevereiro de 1727
  • Império do Divino Espírito Santo da Vila, reconstruído em 1819 e em 1846;
  • Casa do Divino Espírito Santo dos Morros, construída em 1846;
  • Casa do Divino Espírito Santo dos Montes, construído em 1868;
  • Paços do Concelho.
  •    Entre os pontos de interesse natural  estão:
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  • As lagoas Funda e Comprida, duas das mais belas lagoas dos Açores;
  • O miradouro da encosta da Pedrinha;
  • A Rocha Alta, a maior falésia da ilha das Flores, com cerca de quinhentos metros de altura;
  • A Fajã de Lopo Vaz, com as suas extraordinárias falésias;
  • As Pedras dos Frades, gigantescos blocos de basalto sobranceiros à costa;
  • O Vale da Boca da Baleia, área de grande equilíbrio paisagístico.
  • quinta-feira, 30 de agosto de 2012

    Museu da Indústria Baleeira de S.Roque do Pico.

    Este Museu localiza-se na freguesia e Concelho de São Roque do Pico.
       Integra a Rede Regional de Museus como extensão do Museu do Pico. Destaca-se por ser o primeiro museu de arqueologia industrial aberto ao público no arquipélago.
       O conjunto principal da antiga fábrica é formado por três corpos rectangulares, alinhados pela fachada, com cisterna acoplada. Aqui se articulavam dois sistemas produtivos, a saber: a pesca da baleia (baleação) e a produção de derivados de cetáceos e respectiva comercialização.
       Esse conjunto é integrado ainda por vários edifícios anexos, tais como uma oficina de carpintaria naval, submetida recentemente a obras de prolongamento de forma a ser possível a instalação de uma serra mecânica vertical, e oficinas de tanoaria e serralharia.
       Ligadas ao edifício principal, mas num corpo posterior, dotado de duas chaminés encontram-se as oficinas de ferreiro e fundidor. No alinhamento destes edifícios, junto à Estrada Regional, ergue-se o edifício onde se encontravam instaladas a administração e o laboratório da fábrica.
       A fachada principal deste edifício tem quatro portões feitos em madeira, pintada de amarelo, e vários janelões. A estrutura deste edifício destaca-se pelo seu aparato no Porto de São Roque chamando de imediato a atenção a quem aqui chega de barco.
       A alvenaria apresenta-se rebocada e pintada de cor branca. A cobertura é de duas águas em telha de meia-cana. Na frente da fábrica situam-se as máquinas do guincho e uma plataforma com rampa para o mar, por onde eram içados os cachalotes. Junto do edifício da fábrica situa-se uma grande chaminé em alvenaria de pedra. Está situada na Praceta dos Baleeiros, na zona do Cais.
       Este museu é considerado como um dos melhores museus industriais do género, exibindo caldeiras, fornalhas, maquinaria e outros apetrechos usados no aproveitamento e transformação dos cetáceos em óleo e farinha.
       Frente a esta fábrica da baleia localiza-se um monumento em homenagem ao baleeiro.

    terça-feira, 28 de agosto de 2012

    Ilha Terceira - Igreja de Santa Cruz da Praia da Vitória.


     Igreja Matriz de Santa Cruz localiza-se no centro histórico da cidade de Praia da Vitória, na freguesia de Santa Cruz.
       Segundo o pesquisador Alfredo da Silva Sampaio, a sua fundação data de 1456, erguida pelo primeiro capitão do donatário, Jácome de Bruges, que aqui se fixou.
       A igreja é constituída por um corpo principal, de planta rectangular, pelo corpo da capela-mor, também de planta rectangular, com largura aproximadamente igual à da nave central, ladeada por duas torres sineiras, uma de cada lado da fachada principal, e por diversos corpos rectangulares (correspondentes aos absidíolos, às capelas laterais, à sacristia e a outros anexos) adossados a ambos os lados dos corpos das naves e da capela-mor.
       Na fachada, rasga-se a portada principal, em estilo manuelino, inserida num gablete acima do qual se situa uma pequena rosácea, em estilo gótico. Na fachada rasgam-se ainda seis janelas: uma de cada lado do portal, ao nível inferior, e duas de cada lado do gablete, ao nível superior. Distribuídas na fachada destacam-se quatro cartelas: uma triangular, junto ao vértice superior da fachada, com a inscrição "REPARATA SUB / ANO 1843 A RU / INA TERRÆ MOTUS 15 / JUNII / 1841"; uma rectangular, entre o vértice do gablete e a rosácea, com a inscrição "SACRATA / 1517"; duas triangulares, uma à esquerda outra à direita do gablete, respectivamente com as inscrições "FUNDA / TA / 1456" e "REPARA / TA / 1810".
       O seu interior, ricamente decorado, divide-se em três naves, separadas por duas séries de seis arcos de volta perfeita apoiados em pilares de seção quadrada. Nele destacam-se a capela-mor, a Capela do Santíssimo Sacramento e a Capela de Nossa Senhora do Rosário, com rica talha dourada em estilo barroco, as abóbadas nervuradas das capelas laterais, também em estilo manuelino, e a Capela do Senhor dos Aflitos, com um retábulo de madeira disposto em oito painéis, em estilo renascentista. Também são dignas de menção, no batistério, uma pia batismal em mármore e, nas duas primeiras colunas dos arcos que dividem o templo, as pias de água benta, que se acredita foram oferecidas por Manuel I de Portugal, e um antigo e raro lustre de madeira.
       A Capela do Santíssimo, dos séculos XVII e XVIII, destaca-se pelo seu retábulo em talha dourada e pelo pórtico em ferro forjado.
       Na sacristia destacam-se um magnífico arcaz de madeira de jacarandá e uma mesa oval, de pedra de lioz.

    segunda-feira, 27 de agosto de 2012

    Diáspora - Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra.




    Segundo o formalismo tradicional do competente Livro de Actas, o "arranque" inicial das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra aconteceu no dia oito de Março de mil novecentos e oitenta e seis, no escritório do Comercial dos Azores, Inc., em Fall River. Para o efeito, várias pessoas da área haviam sido previamente convocadas.
       Embora a devoção ao Divino seja considerada como um dos mais distintos capítulos da história da imigração açoriana, aliás copiosamente ilustrada, desde o século XIX, pelas Irmandades e Impérios existentes nestas paragens, a ideia de congregar todas essas irmandades (compreensivelmente dispersas pela geografia e também pela ancestralidade insular) numa Grande Jornada de Convivio étnico-religioso, fervilhava na mente e no coracão de muitos imigrantes.
       Em pleno coração da década de 80, época em que nos E.U.A. (e também nos Açores) a generalidade da população trabalhadora vivia momentos felizes de abundância, a1guns espíritos dinâmicos vislumbraram as condições psico-sociais para "enquadrar" o, povo imigrante sob o estandarte do Divino.
       Assim, o imigrante Heitor Sousa, oriundo da freguesia de Rabo de Peixe, Ilha de São Miguel, reconhecido devoto das tradições açorianas, teve então o engenho de "descobrir" não só a oportunidade, mas teve ainda a boa sorte de encontrar colaboradores dedicados; teve, sobretudo, a perspicácia de cultivar "terreno-comum" para urna nova "união" entre as gerações espalhadas pela diáspora, colocando-as sob o estandarte inconfundível do Divino.
       Fica assim registado que, devido a uma simples cavaqueira entre dois imigrantes amantes das tradições e costumes da sua terra de origern, na circunstância os micaelenses Heitor Sousa e José R. Costa, nasceu a "faisca" benigna que, mais tarde, havia de semear abundantes labaredas de entusiasmo na mente e no coração de muitas outras pessoas de outras ilhas, juntando-as solidariamente, numa grande festa unitária em honra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.