segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Diáspora - Festas do Espírito Santo da Nova Inglaterra.




Segundo o formalismo tradicional do competente Livro de Actas, o "arranque" inicial das Grandes Festas do Divino Espírito Santo da Nova Inglaterra aconteceu no dia oito de Março de mil novecentos e oitenta e seis, no escritório do Comercial dos Azores, Inc., em Fall River. Para o efeito, várias pessoas da área haviam sido previamente convocadas.
   Embora a devoção ao Divino seja considerada como um dos mais distintos capítulos da história da imigração açoriana, aliás copiosamente ilustrada, desde o século XIX, pelas Irmandades e Impérios existentes nestas paragens, a ideia de congregar todas essas irmandades (compreensivelmente dispersas pela geografia e também pela ancestralidade insular) numa Grande Jornada de Convivio étnico-religioso, fervilhava na mente e no coracão de muitos imigrantes.
   Em pleno coração da década de 80, época em que nos E.U.A. (e também nos Açores) a generalidade da população trabalhadora vivia momentos felizes de abundância, a1guns espíritos dinâmicos vislumbraram as condições psico-sociais para "enquadrar" o, povo imigrante sob o estandarte do Divino.
   Assim, o imigrante Heitor Sousa, oriundo da freguesia de Rabo de Peixe, Ilha de São Miguel, reconhecido devoto das tradições açorianas, teve então o engenho de "descobrir" não só a oportunidade, mas teve ainda a boa sorte de encontrar colaboradores dedicados; teve, sobretudo, a perspicácia de cultivar "terreno-comum" para urna nova "união" entre as gerações espalhadas pela diáspora, colocando-as sob o estandarte inconfundível do Divino.
   Fica assim registado que, devido a uma simples cavaqueira entre dois imigrantes amantes das tradições e costumes da sua terra de origern, na circunstância os micaelenses Heitor Sousa e José R. Costa, nasceu a "faisca" benigna que, mais tarde, havia de semear abundantes labaredas de entusiasmo na mente e no coração de muitas outras pessoas de outras ilhas, juntando-as solidariamente, numa grande festa unitária em honra da Terceira Pessoa da Santíssima Trindade.
  

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ilha de S.Jorge - freguesia dos Rosais.


Os Rosais são uma freguesia que pertence ao concelho das Velas. Tem 24,44 km² de área e 743 habitantes (2011).A sua densidade populacional é de 30,4 hab/km².
   Existindo como freguesia já em 1568 foi, por longos tempos, considerado o Celeiro da Ilha em virtude da grande fertilidade de seus terrenos hoje, na sua maioria, transformados em pastagens. Este agregado populacional foi berço de diversas personalidades que se salientaram culturalmente, como é o caso recente do "Silveirinha", mantém uma filarmónica, um grupo folclórico e no passado teve diversos agrupamentos que se evidenciaram na produção de Comédias.
   A ilha, nesta zona é essencialmente planaltica apresentando espectaculares
    escarpas, de que a Ponta dos Rosais complementada pelas ruínas do Farol dos Rosais são o exemplo.
   No Parque Florestal das Sete Fontes realiza-se uma interessante festa em honra dos emigrantes.
   A visão da Fajã de João Dias recompensa uma curta caminhada de 5 minutos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Processo de Produção de Chá.



Os Açores são a única região europeia a produzir chá, tendo dado início a esta atividade no século XIX. Deste modo os Açores reservam-se ao direito de defender uma das suas exportações mais características.
   Começou no início do século XIX quando as pessoas trouxeram o chá do Brasil. A Sociedade da Indústria Micaelense, da ilha de S. Miguel, deu um impulso fundamental para o cultivo da planta do chá, providenciando a vinda de dois chineses. Chegaram à ilha em Março de 1978, ensinando a produzir esta bebida. Só a partir da vinda destes dois chineses é que se começou a produzir ao nível industrial, passando a ter relevância económica.
   Até meados do século XX havia 12 a 15 plantações de chá nos Açores, principalmente na costa norte da ilha, no concelho de Ribeira Grande (São Miguel). Embora ainda hoje existam pessoas que continuam a produzir chá em casa, para seu próprio consumo. Mas depois a produção começou a decair, principalmente com a política do Estado Novo de proteção ao chá de Moçambique. Depois, a pouco e pouco, foram desaparecendo. Atualmente restam somente duas plantações de chá, que é a plantação de chá da Gorreana e a plantação de Porto Formoso.
   Há várias variedades de chá, todas provenientes da planta "camellia sinensis". Chá de tília, chá de cidreira, isso não são chás no verdadeiro sentido da palavra, são tisanas. Desse há algumas variedades produzidas nos Açores, como o chá "orange pekoe", o "pekoe" ou o "broken leaf". Todos estes chás são produzidos, quer na Gorreana, quer no Porto Formoso, só que a única plantação que produz o chá verde é a da Gorreana. É um chá não fermentado, leve que os chás pretos, tem um sabor que lembra as plantas verdes e tem propriedades terapêuticas (anti-cancerígenas, anti-inflamatórias), é purificador do organismo e é o chá mais consumido pelos chineses. A sua produção na ilha de S. Miguel quintuplicou nos últimos 10 anos.
   A produção de chá é realizada através de processos muito regidos, em que se pode dizer que a delicadeza para com a planta é a base do acontecimento.
   O período da apanha da folha da Camellia sinensis acontece por um espaço temporal que se estende entre os meses de Abril e Setembro, e isto para que seja numa época estival em que, pelo facto de chover menos também a planta cresce menos, em consequência o chá tenha maior qualidade a nível do paladar.


 
  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Plantas Endémicas - Moyosotis marítima.


A Moyosotis marítima é uma planta herbácea anual ou bienal, até 20-(50) cm de altura, muito ramificada, com caules ascendentes densamente pilosos. Folhas alternas, simples, carnudas e densamente pilosas. Flores em cimeiras pouco densas, com 5 pétalas azuis claro ou brancas com a típica configuração das flores de não-me-esqueças.
   Ocorre em todas as ilhas dos Açores, nas ravinas e rochedos marítimos secos, geralmente até 50 m da altitude, podendo em raras ocasiões estender-se pelas falésias costeiras até 150 m de altitude. As populações são esparsas, espalhando-se por vezes por dezenas ou centenas de metros.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ilha do Pico - Freguesia de S.Mateus.


São Mateus é uma freguesia do concelho da Madalena, com 17,74 km² de área e 772 habitantes (2011), tem uma densidade populacional de 43,5 hab/km² e dista da sede de concelho: 15.00 km.
   A freguesia de São Mateus é a mais antiga freguesia do concelho da Madalena do Pico, tendo a data de chegadas dos primeiros povoadores ocorrido em 1482. A sua posição geográfica, na costa Sul da ilha, leva-a a confinar a oeste com a freguesia da Candelária e a leste com a de São Caetano.
   A sua igreja paroquial, dedicada à evocação de São Mateus, foi consagrada ao mesmo santo padroeiro, tendo a sua construção sido iniciada apenas em 1838. Acredita-se que no primitivo templo que houve nesta freguesia de São Mateus deva ter sido coevo da fundação da respectiva paróquia, embora se ignore a data da sua construção, existem documentos que a referem como existente já em 1542.
   Trata-se de uma das mais imponentes igrejas de toda a ilha do Pico. Apresenta uma nave central com grande envergadura e rodeada por colunas. O templo encontra-se dividido por três naves, com duas séries de seis arcos.
   Este templo foi elevado à categoria de Santuário Diocesano por decreto do então 36.º Bispo de Angra, Dom Manuel Afonso de Carvalho em 1 de julho de 1962.
   Dada a sua proximidade com o mar esta freguesia apresenta também uma apreciável actividade piscatória, o que traz algum movimento ao Porto de São Mateus. Além destas actividades surgem outras relacionadas actividades comerciais que contribuem também para o seu desenvolvimento económico.
   A freguesia também está muito relacionada com actividade da caça à baleia, apresenta ainda resquícios da actividade como o caso das antigas vigias de baleia e a casa dos botes junto ao porto de São Mateus.
   No dia 6 de Agosto de cada ano venera-se o Senhor Bom Jesus