quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ilha de S.Jorge - freguesia dos Rosais.


Os Rosais são uma freguesia que pertence ao concelho das Velas. Tem 24,44 km² de área e 743 habitantes (2011).A sua densidade populacional é de 30,4 hab/km².
   Existindo como freguesia já em 1568 foi, por longos tempos, considerado o Celeiro da Ilha em virtude da grande fertilidade de seus terrenos hoje, na sua maioria, transformados em pastagens. Este agregado populacional foi berço de diversas personalidades que se salientaram culturalmente, como é o caso recente do "Silveirinha", mantém uma filarmónica, um grupo folclórico e no passado teve diversos agrupamentos que se evidenciaram na produção de Comédias.
   A ilha, nesta zona é essencialmente planaltica apresentando espectaculares
    escarpas, de que a Ponta dos Rosais complementada pelas ruínas do Farol dos Rosais são o exemplo.
   No Parque Florestal das Sete Fontes realiza-se uma interessante festa em honra dos emigrantes.
   A visão da Fajã de João Dias recompensa uma curta caminhada de 5 minutos

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Processo de Produção de Chá.



Os Açores são a única região europeia a produzir chá, tendo dado início a esta atividade no século XIX. Deste modo os Açores reservam-se ao direito de defender uma das suas exportações mais características.
   Começou no início do século XIX quando as pessoas trouxeram o chá do Brasil. A Sociedade da Indústria Micaelense, da ilha de S. Miguel, deu um impulso fundamental para o cultivo da planta do chá, providenciando a vinda de dois chineses. Chegaram à ilha em Março de 1978, ensinando a produzir esta bebida. Só a partir da vinda destes dois chineses é que se começou a produzir ao nível industrial, passando a ter relevância económica.
   Até meados do século XX havia 12 a 15 plantações de chá nos Açores, principalmente na costa norte da ilha, no concelho de Ribeira Grande (São Miguel). Embora ainda hoje existam pessoas que continuam a produzir chá em casa, para seu próprio consumo. Mas depois a produção começou a decair, principalmente com a política do Estado Novo de proteção ao chá de Moçambique. Depois, a pouco e pouco, foram desaparecendo. Atualmente restam somente duas plantações de chá, que é a plantação de chá da Gorreana e a plantação de Porto Formoso.
   Há várias variedades de chá, todas provenientes da planta "camellia sinensis". Chá de tília, chá de cidreira, isso não são chás no verdadeiro sentido da palavra, são tisanas. Desse há algumas variedades produzidas nos Açores, como o chá "orange pekoe", o "pekoe" ou o "broken leaf". Todos estes chás são produzidos, quer na Gorreana, quer no Porto Formoso, só que a única plantação que produz o chá verde é a da Gorreana. É um chá não fermentado, leve que os chás pretos, tem um sabor que lembra as plantas verdes e tem propriedades terapêuticas (anti-cancerígenas, anti-inflamatórias), é purificador do organismo e é o chá mais consumido pelos chineses. A sua produção na ilha de S. Miguel quintuplicou nos últimos 10 anos.
   A produção de chá é realizada através de processos muito regidos, em que se pode dizer que a delicadeza para com a planta é a base do acontecimento.
   O período da apanha da folha da Camellia sinensis acontece por um espaço temporal que se estende entre os meses de Abril e Setembro, e isto para que seja numa época estival em que, pelo facto de chover menos também a planta cresce menos, em consequência o chá tenha maior qualidade a nível do paladar.


 
  

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Plantas Endémicas - Moyosotis marítima.


A Moyosotis marítima é uma planta herbácea anual ou bienal, até 20-(50) cm de altura, muito ramificada, com caules ascendentes densamente pilosos. Folhas alternas, simples, carnudas e densamente pilosas. Flores em cimeiras pouco densas, com 5 pétalas azuis claro ou brancas com a típica configuração das flores de não-me-esqueças.
   Ocorre em todas as ilhas dos Açores, nas ravinas e rochedos marítimos secos, geralmente até 50 m da altitude, podendo em raras ocasiões estender-se pelas falésias costeiras até 150 m de altitude. As populações são esparsas, espalhando-se por vezes por dezenas ou centenas de metros.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Ilha do Pico - Freguesia de S.Mateus.


São Mateus é uma freguesia do concelho da Madalena, com 17,74 km² de área e 772 habitantes (2011), tem uma densidade populacional de 43,5 hab/km² e dista da sede de concelho: 15.00 km.
   A freguesia de São Mateus é a mais antiga freguesia do concelho da Madalena do Pico, tendo a data de chegadas dos primeiros povoadores ocorrido em 1482. A sua posição geográfica, na costa Sul da ilha, leva-a a confinar a oeste com a freguesia da Candelária e a leste com a de São Caetano.
   A sua igreja paroquial, dedicada à evocação de São Mateus, foi consagrada ao mesmo santo padroeiro, tendo a sua construção sido iniciada apenas em 1838. Acredita-se que no primitivo templo que houve nesta freguesia de São Mateus deva ter sido coevo da fundação da respectiva paróquia, embora se ignore a data da sua construção, existem documentos que a referem como existente já em 1542.
   Trata-se de uma das mais imponentes igrejas de toda a ilha do Pico. Apresenta uma nave central com grande envergadura e rodeada por colunas. O templo encontra-se dividido por três naves, com duas séries de seis arcos.
   Este templo foi elevado à categoria de Santuário Diocesano por decreto do então 36.º Bispo de Angra, Dom Manuel Afonso de Carvalho em 1 de julho de 1962.
   Dada a sua proximidade com o mar esta freguesia apresenta também uma apreciável actividade piscatória, o que traz algum movimento ao Porto de São Mateus. Além destas actividades surgem outras relacionadas actividades comerciais que contribuem também para o seu desenvolvimento económico.
   A freguesia também está muito relacionada com actividade da caça à baleia, apresenta ainda resquícios da actividade como o caso das antigas vigias de baleia e a casa dos botes junto ao porto de São Mateus.
   No dia 6 de Agosto de cada ano venera-se o Senhor Bom Jesus

domingo, 19 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Cozido das Furnas



Cozido nas caldeiras naturais da Lagoa das Furnas, é um dos pratos mais emblemáticos da ilha.
   Os vários ingredientes são colocados numa panela, que é enterrada no solo junto às caldeiras, onde levam cerca de cinco horas a serem cozinhados pelo calor natural emanado da actividade vulcânica.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ilha Terceira - Batalha da Salga.


A Batalha da Salga foi um recontro travado a 25 de Julho de 1581 na baía da Salga, no Porto Judeu, na Jurisdição do extinto Concelho da Vila de S. Sebastião, Terceira, Açores, entre uma força de desembarque espanhola e as forças portuguesas que, em nome de D. António I, defendiam a ilha em oposição à união pessoal com Espanha, no contexto da crise de sucessão de 1580.
   Chegada da armada à Terceira e seus movimentos:
  
Ao amanhecer do dia 5 de Julho de 1581 apareceu esta armada à vista de Angra, da parte de leste, contando-se nela oito galeões, um pataxo e uma caravela alfamista, que vinha por mexeriqueira.
Mui diversos foram os efeitos de temor e alegria, que isto causou aos seguidores dos dois bandos em que se achava dividida a Terceira; porquanto, o partido que seguia a voz de El-Rei D. António esperava que fosse o socorro de França e Inglaterra, há muito prometido; e o que seguia a parte de El-Rei Filipe, esperava e queria fosse já a esquadra para sujeitar a ilha ao seu domínio. E ainda que os primeiros tivessem razão de presumir que fosse armada inimiga, lhes parecia tão pequena que lhes nãoTão reiteradas promessas e ameaças do Castelhano pareciam fraqueza e pusilanimidade e como tais não sortiram outro efeito mais do que o escárnio. Os terceirenses, além de um pequeno número, não queriam género algum de conciliação que expressamente lhes não fosse determinado por El-Rei D. António, a quem mui cordialmente abraçavam e tinham jurado obedecer até por ele derramarem a última gota de sangue.
   Com esta heróica resolução conheceu Valdez que a ilha se não rendia, tratando por ora somente de participar a El-Rei seu amo estas coisas, e no entretanto pairava sobre a vela nestas águas, esperando disposições ulteriores.
   Em resultado desta batalha ficou consolidado o poder de D. António na Terceira e nas restantes ilhas do Grupo Central e Ocidental. Contudo, dada a importância geoestratégica das ilhas, Filipe II não poderia desistir, concedendo meramente uma trégua que duraria dois anos, até ao desembarque da Baía das Mós e à conquista da ilha.