domingo, 19 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Cozido das Furnas



Cozido nas caldeiras naturais da Lagoa das Furnas, é um dos pratos mais emblemáticos da ilha.
   Os vários ingredientes são colocados numa panela, que é enterrada no solo junto às caldeiras, onde levam cerca de cinco horas a serem cozinhados pelo calor natural emanado da actividade vulcânica.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Ilha Terceira - Batalha da Salga.


A Batalha da Salga foi um recontro travado a 25 de Julho de 1581 na baía da Salga, no Porto Judeu, na Jurisdição do extinto Concelho da Vila de S. Sebastião, Terceira, Açores, entre uma força de desembarque espanhola e as forças portuguesas que, em nome de D. António I, defendiam a ilha em oposição à união pessoal com Espanha, no contexto da crise de sucessão de 1580.
   Chegada da armada à Terceira e seus movimentos:
  
Ao amanhecer do dia 5 de Julho de 1581 apareceu esta armada à vista de Angra, da parte de leste, contando-se nela oito galeões, um pataxo e uma caravela alfamista, que vinha por mexeriqueira.
Mui diversos foram os efeitos de temor e alegria, que isto causou aos seguidores dos dois bandos em que se achava dividida a Terceira; porquanto, o partido que seguia a voz de El-Rei D. António esperava que fosse o socorro de França e Inglaterra, há muito prometido; e o que seguia a parte de El-Rei Filipe, esperava e queria fosse já a esquadra para sujeitar a ilha ao seu domínio. E ainda que os primeiros tivessem razão de presumir que fosse armada inimiga, lhes parecia tão pequena que lhes nãoTão reiteradas promessas e ameaças do Castelhano pareciam fraqueza e pusilanimidade e como tais não sortiram outro efeito mais do que o escárnio. Os terceirenses, além de um pequeno número, não queriam género algum de conciliação que expressamente lhes não fosse determinado por El-Rei D. António, a quem mui cordialmente abraçavam e tinham jurado obedecer até por ele derramarem a última gota de sangue.
   Com esta heróica resolução conheceu Valdez que a ilha se não rendia, tratando por ora somente de participar a El-Rei seu amo estas coisas, e no entretanto pairava sobre a vela nestas águas, esperando disposições ulteriores.
   Em resultado desta batalha ficou consolidado o poder de D. António na Terceira e nas restantes ilhas do Grupo Central e Ocidental. Contudo, dada a importância geoestratégica das ilhas, Filipe II não poderia desistir, concedendo meramente uma trégua que duraria dois anos, até ao desembarque da Baía das Mós e à conquista da ilha.
  
  
  

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Miradouro da Ponta do Sossego.



O Miradouro da Ponta do Sossego localiza-se no concelho do Nordeste,
   Foi sujeito a obras de restauro e manutenção cuja inauguração aconteceu no dia 18 de Julho de 1995. Oferece uma vista ampla sobre a costa norte da ilha bem como sobre parte das montanhas do Nordeste.
   Daqui avista-se a Fajã do Araújo, a Ponta da Madrugada e a Ponta da Marquesa.
   Este miradouro é em parte ajardinado não só com plantas de flor mas também com flora endémica típica da Macaronésia. Sendo possível merendar à sombra de telheiros de colmo.
  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ilha do Corvo - Igreja de Nossa Senhora dos Mlagres.



O primeiro templo erguido na ilha constitui-se em uma simples ermida, de pequenas dimensões, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, localizada junto ao mar. Aqui cumpriam os corvinos o seu preceito Pascal, para o que para aqui se deslocava, anualmente, pela altura da Quaresma, um clérigo da vizinha ilha das Flores.
   Foi destruída durante a incursão de piratas da Barbária à ilha em 1632, a partir de quando a imagem da SEm 1674 o lugar do Corvo foi elevado a paróquia. Nessa ocasião cuidou-se de erguer a igreja paroquial, dedicando-a a Nossa Senhora dos Milagres e dotando-a com um vigário, um cura e tesoureira passou a ser referida como Senhora dos Milagres.
    O templo foi reedificado em 1795, com as dimensões de 26 metros de comprimento por 7 de largura.
   Foi consumido por um violento incêndio em 1932, no qual se perderam riquíssimas alfaias. Salvou-se, entretanto, a Imagem de Nossa Senhora dos Milagres, que a tradição refere ter sido encontrada no mar.O templo foi restaurado em seguida.
   A festa da padroeira é celebrada, anualmente, a 15 de agosto, e atrai centenas de pessoas da ilha vizinha.
   O templo, erguido em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, à excepção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos, pintados de cor cinzenta. Na fachada principal, de frontaria simples, destaca-se um portal axial encimado por uma moldura. No interior desta existe uma placa de pedra com a data de "1795", data da primeira construção, ladeada por duas janelas. É rematada por um frontão encimado por uma cruz em pedra. A cobertura apresenta-se com duas águas e coberta por telha de meia-cana de produção industrial.
  
   Ainda no exterior, pelo lado direito ergue-se a torre sineira, de planta rectangular. Nela se rasgam os vãos do campanário em arco de volta perfeita, e é encimada por um coruchéu facetado com pináculos sobre os cunhais.
   Internamente apresenta uma única nave, dotada de sacristia e de um baptistério localizado do lado da epístola. O púlpito encontra-se localizado do lado do Evangelho.
   Ao fundo da nave encontram-se dois altares, um sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo (do lado do Evangelho) e outro do Sagrado Coração de Jesus (do lado da Epístola).
   A imagem da padroeira é Nossa Senhora dos Milagres, de origem flamenga, e remonta ao século XVI. De acordo com a lenda local, a pequena imagem foi encontrada no mar. Destaca-se pelo seu talhe e pelos magníficos adornos com que foi dotada ao longo dos séculos: coroa e rosário de ouro, capas e mantos de seda recamados de ouro.
  
  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Olaria.


A olaria teve origem nos tempos medievais com características trazidas pelos árabes e pelos mouros, durante a invasão da Península Ibérica.
   No final do século XV, os açorianos usavam peças de olaria feitas nas ilhas, com influência hispano-mourisca. Exemplo disso era o talhão da ilha de Santa Maria de barro vermelho, que servia de reservatório de águas nas cozinhas de Santa Maria e São Miguel. Dada a mistura de civilizações na Península Ibérica, outras influências se juntam nas nossas louças, como a grega e a romana. Estas revelam-se no traço e na cor de graciosas originalidades, as quais se encontram nas louças quer de Santa Maria, quer de Vila Franca do Campo e, mais tarde, na louça branca vidrada da Lagoa.
   Na Lagoa, existem memórias de pequenas olarias de barro vermelho, semelhantes às existentes na ilha de Santa Maria e de Vila Franca do Campo. Isto ainda antes da fundação da primeira fábrica de louça vidrada, criada por Bernardino da Silva em 1862, no Porto dos Carneiros da Lagoa. Esta fábrica, denominada por Cerâmica Vieira, é dos poucos patrimónios industriais e artísticos que têm resistido ao longo de cinco gerações familiares. A sua produção continua a ser artesanal e a sua decoração, para além dos desenhos tradicionais, é deixada ao livre arbítrio dos artesãos da fábrica. As suas louças apresentam uma decoração muito característica, onde predomina a cor azul. São vulgarmente conhecidas por “LOUÇA DA LAGOA”.
   Atualmente, é considerada o ex-libris artesanal do Concelho