quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Miradouro da Ponta do Sossego.



O Miradouro da Ponta do Sossego localiza-se no concelho do Nordeste,
   Foi sujeito a obras de restauro e manutenção cuja inauguração aconteceu no dia 18 de Julho de 1995. Oferece uma vista ampla sobre a costa norte da ilha bem como sobre parte das montanhas do Nordeste.
   Daqui avista-se a Fajã do Araújo, a Ponta da Madrugada e a Ponta da Marquesa.
   Este miradouro é em parte ajardinado não só com plantas de flor mas também com flora endémica típica da Macaronésia. Sendo possível merendar à sombra de telheiros de colmo.
  

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Ilha do Corvo - Igreja de Nossa Senhora dos Mlagres.



O primeiro templo erguido na ilha constitui-se em uma simples ermida, de pequenas dimensões, sob a invocação de Nossa Senhora do Rosário, localizada junto ao mar. Aqui cumpriam os corvinos o seu preceito Pascal, para o que para aqui se deslocava, anualmente, pela altura da Quaresma, um clérigo da vizinha ilha das Flores.
   Foi destruída durante a incursão de piratas da Barbária à ilha em 1632, a partir de quando a imagem da SEm 1674 o lugar do Corvo foi elevado a paróquia. Nessa ocasião cuidou-se de erguer a igreja paroquial, dedicando-a a Nossa Senhora dos Milagres e dotando-a com um vigário, um cura e tesoureira passou a ser referida como Senhora dos Milagres.
    O templo foi reedificado em 1795, com as dimensões de 26 metros de comprimento por 7 de largura.
   Foi consumido por um violento incêndio em 1932, no qual se perderam riquíssimas alfaias. Salvou-se, entretanto, a Imagem de Nossa Senhora dos Milagres, que a tradição refere ter sido encontrada no mar.O templo foi restaurado em seguida.
   A festa da padroeira é celebrada, anualmente, a 15 de agosto, e atrai centenas de pessoas da ilha vizinha.
   O templo, erguido em alvenaria de pedra rebocada e pintada de branco, à excepção do soco, dos cunhais, da cornija e das molduras dos vãos, pintados de cor cinzenta. Na fachada principal, de frontaria simples, destaca-se um portal axial encimado por uma moldura. No interior desta existe uma placa de pedra com a data de "1795", data da primeira construção, ladeada por duas janelas. É rematada por um frontão encimado por uma cruz em pedra. A cobertura apresenta-se com duas águas e coberta por telha de meia-cana de produção industrial.
  
   Ainda no exterior, pelo lado direito ergue-se a torre sineira, de planta rectangular. Nela se rasgam os vãos do campanário em arco de volta perfeita, e é encimada por um coruchéu facetado com pináculos sobre os cunhais.
   Internamente apresenta uma única nave, dotada de sacristia e de um baptistério localizado do lado da epístola. O púlpito encontra-se localizado do lado do Evangelho.
   Ao fundo da nave encontram-se dois altares, um sob a invocação de Nossa Senhora do Carmo (do lado do Evangelho) e outro do Sagrado Coração de Jesus (do lado da Epístola).
   A imagem da padroeira é Nossa Senhora dos Milagres, de origem flamenga, e remonta ao século XVI. De acordo com a lenda local, a pequena imagem foi encontrada no mar. Destaca-se pelo seu talhe e pelos magníficos adornos com que foi dotada ao longo dos séculos: coroa e rosário de ouro, capas e mantos de seda recamados de ouro.
  
  

terça-feira, 14 de agosto de 2012

Ilha de S.Miguel - Olaria.


A olaria teve origem nos tempos medievais com características trazidas pelos árabes e pelos mouros, durante a invasão da Península Ibérica.
   No final do século XV, os açorianos usavam peças de olaria feitas nas ilhas, com influência hispano-mourisca. Exemplo disso era o talhão da ilha de Santa Maria de barro vermelho, que servia de reservatório de águas nas cozinhas de Santa Maria e São Miguel. Dada a mistura de civilizações na Península Ibérica, outras influências se juntam nas nossas louças, como a grega e a romana. Estas revelam-se no traço e na cor de graciosas originalidades, as quais se encontram nas louças quer de Santa Maria, quer de Vila Franca do Campo e, mais tarde, na louça branca vidrada da Lagoa.
   Na Lagoa, existem memórias de pequenas olarias de barro vermelho, semelhantes às existentes na ilha de Santa Maria e de Vila Franca do Campo. Isto ainda antes da fundação da primeira fábrica de louça vidrada, criada por Bernardino da Silva em 1862, no Porto dos Carneiros da Lagoa. Esta fábrica, denominada por Cerâmica Vieira, é dos poucos patrimónios industriais e artísticos que têm resistido ao longo de cinco gerações familiares. A sua produção continua a ser artesanal e a sua decoração, para além dos desenhos tradicionais, é deixada ao livre arbítrio dos artesãos da fábrica. As suas louças apresentam uma decoração muito característica, onde predomina a cor azul. São vulgarmente conhecidas por “LOUÇA DA LAGOA”.
   Atualmente, é considerada o ex-libris artesanal do Concelho

domingo, 12 de agosto de 2012

Ilha do Corvo - a Geologia.



A ilha localiza-se sobre a placa tectónica norte americana, a oeste do rifte da Crista Média Atlântica (sigla CMA), edificada sobre fundo oceânico com cerca de 10 milhões de anos. As ilhas das Flores e do Corvo emergem do mesmo banco submarino, de orientação NNE-SSO. A sua tectónica é controlada por falhas orientadas aproximadamente Norte-Sul, paralelas à Crista Média Atlântica e por falhas transformantes com direção Oeste-Este, que segmentam o vale do rifte. A ilha corresponde a um vulcão do tipo central, que começou a emergir há cerca de 730 mil anos. O colapso da cratera terá ocorrido há 430 mil anos. Antes da formação da cratera, estima-se que o cone central teria cerca de 1 000 metros de altitude.
   Aliado à erosão marinha, a ilha enfrenta erosão provocada pelos ventos dominantes de nordeste e oeste. As vertentes do vulcão encontram-se parcialmente preservadas nos flancos Sul e Leste (com altitudes entre 150 a 250 metros), muito reduzidas pelo recuo das arribas litorais a norte e completamente ausentes a oeste (com altitudes entre 500 a 700 metros). O recuo das arribas já alcançou o bordo oeste da caldeira. Na vertente sul, sobressaem cones secundários – Coroínha, Morro da Fonte, Grotão da Castelhana e Coroa do Pico – que se encontram bem preservados da acção erosiva, responsáveis pelo derrames basálticos que formaram a fajã lávica (com altitudes entre 10 a 60 metros).
   A extremidade noroeste da ilha constitui a Ponta Torrais, saliente e notável, em espinhaço aguçado e com cristas pontiagudas, tendo na sua face norte um pequeno ilhéu cónico, o ilhéu dos Torrais. Na costa norte e noroeste existe outro pequeno ilhéu, o Ilhéu do Torrão, e alguns recifes submersos perigosos para a navegação.

sábado, 11 de agosto de 2012

Ilha Terceira. - Fortaleza de São João Baptista



A Fortaleza de São João Baptista, formalmente denominada como Prédio Militar nº 001/Angra do Heroísmo, mas também referida como Castelo de São João Baptista, Castelo de São Filipe, Fortaleza de São Filipe ou simplesmente Fortaleza do Monte Brasil, localiza-se na freguesia da Sé, na cidade e concelho de Angra do Heroísmo, na costa sul da ilha Terceira, nos Açores.
   A atual estrutura cobre uma superfície de cerca de três quilómetros quadrados e é constituída por um núcleo principal, fechado no istmo, pelo lado de terra (norte), por uma cortina abaluartada na cota de 111,5 metros acima do nível do mar. Essa muralha, com três baluartes e dois meio-baluartes, desenvolve-se num comprimento de cerca de 570 metros, erguendo-se a uma altura média de 15 metros, e apresentando 2,6 metros de largura em sua parte superior. Diante dela, em considerável extensão, foi escavado um fosso com largura média de dez metros e, em alguns trechos, de igual profundidade em relação à defesa exterior. A partir de cada uma de suas extremidades projectam-se duas outras cortinas que envolvem a península.
   Os cinco baluartes que reforçam a muralha no istmo, de Oeste para Leste, são respectivamente:
   - Baluarte de Santa Catarina, sobre a rocha do Fanal, com sete canhoneiras. Em seu ângulo saliente ergue-se o chamado Torreão dos Mosquitos coroando uma vigia abobadada, outrora utilizada como paiol de bateria. É ligada por uma cortina de dois lances, em diferentes níveis, onde se abrem quatro canhoneiras.
   - Baluarte de de São Pedro, à esquerda do Portão de Armas, com quinze canhoneiras. Em seu ângulo esquerdo também tem um paiol de bateria. Seguia-se-lhe uma extensa cortina de dois lances onde, em 1766, se abriam seis canhoneiras no troço da esquerda, e sete no da direita. Essas canhoneiras não chegaram até aos nossos dias. À cortina, à direita do Portão de Armas[.
   - Baluarte da Boa Nova, com dezasseis canhoneiras. Em seu ângulo saliente existem dois paióis, encimados pelo chamado Torreão da Bandeira, onde se levanta o mastro da bandeira da fortaleza. A face deste baluarte, debruçada sobre a baía de Angra, no contexto das Guerras Liberais, passou a denominar-se Bateria de D. Pedro IV, conforme inscrição epigráfica em lápide de mármore. A cortina que se lhe segue estava artilhada com seis peças. No contexto das Guerras Liberais esta cortina passou a denominar-se Bateria de D. Maria II, conforme outra inscrição epigráfica ali colocada. No limite sul desta cortina existe uma casamata, denominada de Bateria de Malaca, por ali ter existido, outrora, uma peça de bronze do calibre 36 oriunda da Fortaleza de Diu, recolhida a Lisboa em 22 de julho de 1771. Dessa bateria, por sobre o arco do Portão de Armas, descendo-se uma escada para um antigo jardim onde há uma canhoneira.
   - Baluarte do Espírito Santo, sobre o chamado Campo do Relvão, onde se abrem quatro canhoneiras e três paióis - um a meio e dois nos ângulos -, ligando-se, por sua vez, a uma cortina com seis canhoneiras e um paiol.
   - Baluarte de Santa Luzia, com cinco canhoneiras e um paiol, que se continua por dois troços de cortina em planos descendentes, cada uma a sua canhoneira e, no último, um paiol. Neste baluarte foi construído, em 1849, um paiol conhecido como Paiol Novo. Também se ergue, neste baluarte, o edifício do antigo Laboratório de Artilharia, que substituiu o antigo, mais amplo, destruído por violento incêndio em 7 de maio de 1821, com cinco vítimas fatais.
   No flanco esquerdo da fortaleza, junto ao Baluarte de Santa Catarina, sobre a baía do Fanal, existe ainda a chamada Bateria do Arsenal, com cinco canhoneiras.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ilha de S.Jorge - freguesia das Manadas.



As Manadas é uma freguesia do concelho de Velas, com 12,50 km² de área e 374 habitantes (2011). Tem uma Densidade: 29,9 hab/km².
   A freguesia é uma das mais antigas freguesias da ilha de São Jorge, foi criada provavelmente antes de 1559, se bem que é nesta data que começa a aparecer como freguesia nos documentos do século XVI.
   Era em 1568 uma das seis paróquias que então existiam na ilha de São Jorge.
   A sua população teve grandes alterações ao longo dos séculos: em 1550 tinha cerca de 250 habitantes. Já no inicio do século XVIII a sua população tinha aumentado para de cerca de 500 pessoas. Sendo de 400 atualmente.
   Esta freguesia fica a uma distância de 15 quilómetros da vila das Velas e é a última freguesia deste Concelho no sentido de quem se dirige para o Norte, confinando assim com a freguesia do Norte Grande, com a qual faz extremos junto do Ponto mais alto da ilha de São Jorge, o Pico da Esperança.
   A sua  paisagem  é muito pitoresca não fica-se entra a serra e o mar. Apresenta-se com casas solarengas, dispersas por entre antigos pomares e campos de cultura. É uma freguesia muito montanhosa que no entanto também apresenta espaços planos principalmente os que estão mais próximos da costa, que nesta localidade são conhecidos como Terreiros. O melhor maior destes, à beira mar plantado, estende-se até às proximidades da Igreja de Santa Bárbara, e até junto do Porto das Manadas.
   Proveniente das serras a que se encontra sobranceira, provêem várias nascentes de águas abundantes que abastecem vários chafarizes. Os seus portos principalmente o Porto dos Terreiros é muito utilizado para a pesca desportiva e veraneio.
   Às Manadas pertence a Fajã das Almas, que é considerado um dos locais de maior interesse da freguesia. Trata-se na prática de uma saliência de terra firme entre a falésia e o mar, aproveitada ao máximo devido ao seu microclima. Apresenta férteis pomares e campos de cultivo, onde cresce café, vinhas, frutos tropicais e belos dragoeiros (Dracaena draco).