quarta-feira, 18 de julho de 2012

Sé Catedral de Angra do Heroísmo - História.


A Igreja do Santíssimo Salvador da Sé, também referida apenas como Sé Catedral, localiza-se na freguesia da Sé, no centro histórico da cidade e concelho de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira, nos Açores.
   É a sede do Bispado de Angra, que engloba o arquipélago dos Açores.
   Segundo reza a história remonta a uma primitiva igreja paroquial, iniciada por Álvaro Martins Homem em 1461. Sob a invocação de São Salvador, deve ter sido concluída em 1496, data da nomeação do seu primeiro vigário. Sobre esta primitiva igreja pouco ou nada se sabe.
   Com o aumento da população e a criação do Bispado de Angra (1534), a Câmara Municipal formulou um pedido para que se construísse um novo edifício para a Sé, no mesmo local. Assim em 1536, a mando do Bispo, e de comum acordo com a Câmara de Angra, fizeram lembrar ao João III de Portugal a necessidade de cumprir o seu compromisso de instalar a sede da diocese.
   Apesar disso o soberano não deu seguimento a este pedido, tratando antes dos aspectos organizativos. Este fato levou a Câmara de Angra, em 1557, a mandar nova mensagem ao rei a solicitar construção do novo templo, aproveitando para informá-lo, contudo, que os moradores de Angra não estavam em condições financeiras de contribuir para esse fim.
   Finalmente, a 10 de janeiro de 1568, já no reinado do Cardeal D. Henrique é que a Coroa tomou a decisão de mandar construir a nova Sé às suas expensas. A opção foi no sentido de se construir um novo templo no mesmo sítio do já existente, mas alargando muitíssimo o espaço, que acabou por ocupar todo um quarteirão no centro da cidade, delimitado pelas rua da Sé, Carreira dos Cavalos, da Rosa e do Salinas. Para esse fim foram destinados 3 mil cruzados anuais dos direitos régios sobre o pastel na ilha de São Miguel, enquanto durassem as obras.
   Do reino veio a Angra o arquiteto Luís Gonçalves, que elaborou o projeto de um vasto templo maneirista ou de arquitetura chã portuguesa, que seria depois sucessivamente adaptado por outros profissionais, nomeadamente João de Carvalho.
   O edifício começou a construir-se pela fachada principal, para que a antiga Igreja de São Salvador pudesse continuar a servir o culto. Esta é ladeada por duas torres sineiras e, ente ambas, um templete para o relógio, colocado em 1782.
   Adossadas ao corpo da Igreja foram construídas quatro capelas, com recursos de particulares e das irmandades, e as sacristias. No início do século XVII foi construído um claustro, conhecido pelo sítio, que serviu no século XIX de cemitério e desapareceu na década de 1950 para dar lugar ao arranjo que atualmente existe na frente para a rua da Rosa. No século XVIII, também nas traseiras, adicionou-se-lhe a Sacristia Grande e a Sala do Tribunal Eclesiástico.
   O templo foi reconsagrado em 1808.
   Actualmente Encontra-se classificada como Monumento Regional pela Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, classificação consumida por inclusão no conjunto classificado da Zona Central da Cidade de Angra do Heroísmo, conforme a Resolução n.º 41/80, de 11 de Junho, e artigo 10.º e alínea a) do artigo 57.º do Decreto Legislativo Regional n.º 29/2004/A, de 24 de Agosto.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Ilha do Corvo - Breves Registos.

  A ilha foi descoberta por Diogo de Teive em 1452, durante uma viagem de regresso da Terra Nova.Contudo, não foi feita muita divulgação da sua descoberta, por esta se ter tornado um excelente ponto de apoio às navegações.

COORDENADAS

O Corvo que tem dez quilómetros de cumprimento e cinco de largura, situa-se entre os 39º40´de latitude Norte e os 31º5´de longitude Oeste.

DOAÇÕES

A ilha foi doada por D.Afonso V ao seu sobrinho, o Duque de Bragança.Na altura dos Filipes foi entregue à família Mascarenhas, que posteriormente a passa à do Duque de Aveiro.Com o enforcamento deste, é confiscada e entregue à coroa.

PLATAFORMAS
O Corvo e as Flores assentam numa plataforma americana que está a afastar-se cinco milímetros por ano da europeia, onde assentam as outras ilhas do arquipélago.

NEBULOSIDADE

As altitudes das arribas da ilha(700 metros no Estreitinho) quebram a velocidade dos ventos fazendo subir o ar húmido - vindo da corrente quente do Golfo -, o que provoca a formação permanente de nuvens.Os ventos predominantes são de NW e W com velocidade média anual de 18,8Km,Chove mais de Outubro a Março e a temperatura média anual é de 17,6 graus.

ESPÉCIES

O Corvo, constitui, pela sua diversidade de "habitats", de aves de arribação e de insectos, uma reserva preciosa.Atualmente tem mais de 3oo espécies de flora.

LUGARES

O Morro da Fonte, o Morro dos Homens, o Caldeirão, a Coroínha, o Serrão Alto, o Braço, a Cancela do Pico, a Fonte Velha, o Porto da Areia, o Porto da Casa, o Boqueirão, o Porto Novo, a Cancela do Pico, os Palheiros, o Fojo e a Furna dos Franceses, são os principais lugares da geografia da ilha.

POPULAÇÃO

Em nove décadas a população do Corvo passou de 808 pessoas em 1900 para 480 em 2008.Presentemente encontra-se estabilizada.

domingo, 15 de julho de 2012

Cultura do chá.



Apesar de não haver um um registo oficial da data de introdução do chá na ilha de São Miguel, acredita-se, que a sua produção e expansão verificou-se a partir de 1750.
   A cultura resultou com êxito e desenvolveu-se rapidamente, talvez única na história dos produtos de consumo humano e que tocou não só o domínio técnico e económico mas também, e principalmente, os domínios artístico, poético, filosófico e mesmo religioso, envolvendo o consumo de chá nestes dois países, mas principalmente no Japão, um cerimonial por vezes complexo mas sempre de grande significado. A sua introdução na Europa só se veio a verificar no início do séc. XVII, em consequência do comércio que então se estabelecia entre a Europa e o Oriente.
   Teriam sido os holandeses a trazer pela primeira vez o chá à Europa, sendo responsáveis pela intensificação do seu comércio mais tarde desenvolvido pelos ingleses. O chá era importado por intermédio da famosa “Tea English East Indian Company”, que detinha o monopólio do comércio de chá com a Ásia e que em 1715 se estabeleceu em Cantão passando a gozar de uma situação privilegiada. Esta manteve-se até 1833, altura em que se viu forçada a procurar novas fontes de abastecimento; virou-se então para as possessões da Inglaterra na Ásia (India e Ceilão) onde introduziu a cultura, primeiro na India e depois em Ceilão.
   Na Inglaterra, o seu consumo intensificou-se rapidamente e a partir de meados do séc. XVIII o chá tornou-se a bebida de eleição de todas as classes sociais. É de sublinhar a popularidade que ainda hoje goza neste país, sendo bem conhecido o lugar que esta bebida ocupa na vida de todo o cidadão britânico. A sua popularidade estendeu-se aos países onde a influência inglesa se fez sentir, primeiro nos EUA depois a Austrália e o Canadá Actualmente o chá é a bebida mais consumida em todo o mundo. Em território português, presentemente, o chá só é cultivado em S. Miguel nos Açores onde a cultura, que se pratica desde finais do século XIX.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ilha do Pico - Lagoa do Capitão.



A Lagoa do Capitão situa-se no concelho de S.Roque, na ilha do Pico, arquipélago dos Açores.
   A lagoa  pode ser alcançada pela Estrada Longitudinal (ER 3-2), é a maior da ilha do Pico, situa-se a uma cota média de altitude que ronda os 826 metros e tem na sua imediação uma abundante vegetação endémica da macaronésia, muito rica em várias espécies com destaque para a Erica azorica, o cedros, o loureiros e o vinháticos.
   Ao longo do ano é aqui possivel observar: garça-real, gaivota-de-patas-amarelas, melro, lavandeira, canário-da-terra, tentilhão dos Açores, marrequinha, piadeira, galinhola, narceja-comum, galeirão-comum, milhafre, pombo-torcaz dos Açores, vinagreira, ferfolha, toutinegra dos Açores, mais raramente a piadeira-americana, marreca-d’asa-azul, zarro-de-colar, negrinha, abetouro-americano, galeirão-americano.
   Nas imediações desta lagoa encontra-se também o Cabeço do Teixo, e a Lomba além e nascem várias ribeiras, nomeadamente a Ribeira de Dentro, a Ribeira da Laje e a Ribeira Seca

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ilha das Flores - freguesia da Caveira.

A Caveira é uma freguesia rural  do concelho de Santa Cruz das Flores, com 3,29 km² de área e 77 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 23,4 hab/km². É a mais pequena freguesia da ilha das Flores no que respeita à área que ocupa e uma das mais pequenas em população. Está situada no extremo sul do concelho de Santa Cruz das Flores, distando da vila sede do concelho cerca de 5 quilómetros. A pequena freguesia ergue-se sobre uma alta lomba que se estende entre duas profundas ribeiras: a Ribeira da Cruz, a norte, que a separa da vila; e a Ribeira da Silva, a sul, que a separa da freguesia da Lomba, já no concelho das Lajes das Flores. O alto sobre o qual assenta a freguesia prolonga-se para o mar, formando um alcantilado promontório, rodeado por falésias basálticas, denominado Ponta da Caveira. A paróquia católica correspondente à freguesia tem Nossa Senhora do Livramento como orago, embora oficialmente nunca tenha obtido autorização canónica para abandonar o primitivo orago de Benditas Almas.
   A Caveira assenta sobre uma alta lomba que se prolonga até ao mar, onde forma a Ponta da Caveira, um enorme penhasco alcantilado sobranceiro ao mar. O lado sul da Ponta é formado por formações basálticas policromas, com destaque para a que forma a chamada baixa da Ribeira da Silva. Na face norte da Ponta, a possante Ribeira da Cruz abre-se num imenso e escarpado vale que se prolonga quase até ao centro da ilha. Na embocadura da Ribeira ergue-se a Rocha Fernão Jorge, um gigantesco triângulo rochoso formado por prismas basálticos originados pela disjunção prismática de uma espessa escoada lávica. A forma peculiar desta formação faz dela uma raridade, já que só se conhece um exemplar semelhante na baía de Diégo Suarez, no norte de Madagáscar.
   Outra formação peculiar da costa da Caveira é a Gruta dos Enxaréus, uma grande cavidade situada sita na base da falésia, com cerca de 50 metros de comprimento, 25 de largura e mais de 15 de profundidade, onde podem penetrar embarcações de médio porte. Utilizada durante séculos como esconderijo de piratas, corsários e contrabandistas, é hoje uma das grandes atracções da ilha.
   A grande altitude em que se situa a freguesia, completamente desabrigada dos ventos do mar, faz dela um lugar de grande beleza cénica, mas de clima rigoroso. A grande precipitação que cai sobre a área faz dela lugar ideal para a instalação de pastagens, não sendo de estranhar que a agro-pecuária, com destaque para a bovinicultura, seja a actividade dominante. Contudo, a proximidade em relação a Santa Cruz tem vindo a impor uma crescente tercearização do emprego, sendo hoje muitos os residentes que trabalham na vila.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Chicharros fritos com molho vilão.


Este é um dos pratos mais típicos dos Açores.Antigamente era considerado "a comida dos pobres".
   É um prato que se encontra facilmente em qualquer ilha.
   A sua confecção é simples e relativamente rápida.
    A receita mais comum é a seguinte:
Chicharros miúdos; sal a gosto; 3 dentes de alho; vinagre; 1 colher de sopa de massa de pimenta; farinha de milho q. b e óleo para fritar

Molho de Vilão:

6 dentes de alho; 1 pimenta picada; 1 colher de sopa de massa de pimenta; 2 colheres de sopa de vinagre.

Depois de temperados, enrolam-se os chicharros em farinha de milho e levam-se a fritar. Para o molho, juntam-se 4 colheres de óleo, a pimenta e o alho. Refoga-se e, quando pronto, junta-se o vinagre. Acompanha-se com batatas cozidas