sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ilha do Pico - Lagoa do Capitão.



A Lagoa do Capitão situa-se no concelho de S.Roque, na ilha do Pico, arquipélago dos Açores.
   A lagoa  pode ser alcançada pela Estrada Longitudinal (ER 3-2), é a maior da ilha do Pico, situa-se a uma cota média de altitude que ronda os 826 metros e tem na sua imediação uma abundante vegetação endémica da macaronésia, muito rica em várias espécies com destaque para a Erica azorica, o cedros, o loureiros e o vinháticos.
   Ao longo do ano é aqui possivel observar: garça-real, gaivota-de-patas-amarelas, melro, lavandeira, canário-da-terra, tentilhão dos Açores, marrequinha, piadeira, galinhola, narceja-comum, galeirão-comum, milhafre, pombo-torcaz dos Açores, vinagreira, ferfolha, toutinegra dos Açores, mais raramente a piadeira-americana, marreca-d’asa-azul, zarro-de-colar, negrinha, abetouro-americano, galeirão-americano.
   Nas imediações desta lagoa encontra-se também o Cabeço do Teixo, e a Lomba além e nascem várias ribeiras, nomeadamente a Ribeira de Dentro, a Ribeira da Laje e a Ribeira Seca

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Ilha das Flores - freguesia da Caveira.

A Caveira é uma freguesia rural  do concelho de Santa Cruz das Flores, com 3,29 km² de área e 77 habitantes (2011), o que corresponde a uma densidade populacional de 23,4 hab/km². É a mais pequena freguesia da ilha das Flores no que respeita à área que ocupa e uma das mais pequenas em população. Está situada no extremo sul do concelho de Santa Cruz das Flores, distando da vila sede do concelho cerca de 5 quilómetros. A pequena freguesia ergue-se sobre uma alta lomba que se estende entre duas profundas ribeiras: a Ribeira da Cruz, a norte, que a separa da vila; e a Ribeira da Silva, a sul, que a separa da freguesia da Lomba, já no concelho das Lajes das Flores. O alto sobre o qual assenta a freguesia prolonga-se para o mar, formando um alcantilado promontório, rodeado por falésias basálticas, denominado Ponta da Caveira. A paróquia católica correspondente à freguesia tem Nossa Senhora do Livramento como orago, embora oficialmente nunca tenha obtido autorização canónica para abandonar o primitivo orago de Benditas Almas.
   A Caveira assenta sobre uma alta lomba que se prolonga até ao mar, onde forma a Ponta da Caveira, um enorme penhasco alcantilado sobranceiro ao mar. O lado sul da Ponta é formado por formações basálticas policromas, com destaque para a que forma a chamada baixa da Ribeira da Silva. Na face norte da Ponta, a possante Ribeira da Cruz abre-se num imenso e escarpado vale que se prolonga quase até ao centro da ilha. Na embocadura da Ribeira ergue-se a Rocha Fernão Jorge, um gigantesco triângulo rochoso formado por prismas basálticos originados pela disjunção prismática de uma espessa escoada lávica. A forma peculiar desta formação faz dela uma raridade, já que só se conhece um exemplar semelhante na baía de Diégo Suarez, no norte de Madagáscar.
   Outra formação peculiar da costa da Caveira é a Gruta dos Enxaréus, uma grande cavidade situada sita na base da falésia, com cerca de 50 metros de comprimento, 25 de largura e mais de 15 de profundidade, onde podem penetrar embarcações de médio porte. Utilizada durante séculos como esconderijo de piratas, corsários e contrabandistas, é hoje uma das grandes atracções da ilha.
   A grande altitude em que se situa a freguesia, completamente desabrigada dos ventos do mar, faz dela um lugar de grande beleza cénica, mas de clima rigoroso. A grande precipitação que cai sobre a área faz dela lugar ideal para a instalação de pastagens, não sendo de estranhar que a agro-pecuária, com destaque para a bovinicultura, seja a actividade dominante. Contudo, a proximidade em relação a Santa Cruz tem vindo a impor uma crescente tercearização do emprego, sendo hoje muitos os residentes que trabalham na vila.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Chicharros fritos com molho vilão.


Este é um dos pratos mais típicos dos Açores.Antigamente era considerado "a comida dos pobres".
   É um prato que se encontra facilmente em qualquer ilha.
   A sua confecção é simples e relativamente rápida.
    A receita mais comum é a seguinte:
Chicharros miúdos; sal a gosto; 3 dentes de alho; vinagre; 1 colher de sopa de massa de pimenta; farinha de milho q. b e óleo para fritar

Molho de Vilão:

6 dentes de alho; 1 pimenta picada; 1 colher de sopa de massa de pimenta; 2 colheres de sopa de vinagre.

Depois de temperados, enrolam-se os chicharros em farinha de milho e levam-se a fritar. Para o molho, juntam-se 4 colheres de óleo, a pimenta e o alho. Refoga-se e, quando pronto, junta-se o vinagre. Acompanha-se com batatas cozidas
  

domingo, 8 de julho de 2012

Ilha de S.Jorge - Fajã dos Cubres.


A Fajã dos Cubres localiza-se na freguesia de Ribeira Seca, concelho da Calheta e está provavelmente entre uma das mais bonitas e exóticas fajãs da ilha de São Jorge.
   Esta fajã está classificada como Sítio de Importância Internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar, relativa à Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas.
   O nome curioso desta fajã provêm de uma planta de pequenas flores amarelas, os Cubres, que dá pelo nome cientifico de (Solidago sempervirens L.). Esta fajã que pertence à freguesia da Ribeira Seca, da costa Norte da ilha embora bastante grande não é habitada de forma permanente. O caminho de acesso faz-se por uma estrada aberta na rocha, e asfaltada em 1993. É por essa estrada que passam a maioria dos romeiros, visitantes e turistas que vão à Fajã da Caldeira de Santo Cristo.
   Os pescadores de quase toda a ilha deslocam-se à Lagoa dos Cubres para apanharem camarão que serve para isca de pesca à garoupa. Para isso utilizam pequenas redes de malha fina a que chamam camaroeiros.
   A Lagoa é de água salobra e sujeita às marés que fazem oscilar as suas águas contribuindo para a oxigenação das mesmas. Aí se pescam mujas, nome dado pelos locais às jovens tainhas que se ocultam entre a abundante vegetação que cresce nas suas águas. Nas margens da lagoa, as pastagens interiores, abundam com junco, e gado que pasta livremente.

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ilha Terceira - freguesia dos Biscoitos



Os Biscoitos são uma freguesia portuguesa do concelho da Praia da Vitória, com 26,30 km² de área e 1 424 habitantes (2011). Densidade: 54,1 hab/km².
   Localiza-se a uma latitude 38.7833 (38°47') Norte e a uma longitude 27.15 (27°15') Oeste, estando a uma altitude de 172 metros.
   O nome desta localidade é simultaneamente o nome dado nos Açores a duas entidades diferentes, sendo que uma delas se refere a uma massa doce tradicional feita com especiarias, e à outra à terra queimada, nascida dos vulcões, (basalto preto).
   Neste caso os Biscoitos são terrenos formados pelas lavas provenientes de erupções vulcânicas. Trata-se de uma zona de importante tradição vinícola juntamente por a terra queimada ser pobre e pouco mais dar do que vinha que ainda assim tem de ser protegida das intempéries por curraletas
feitos com a própria pedra basilar. (a luta dos homens com os elementos).
    O vinho Verdelho aqui produzido é de excelente qualidade e com grande tradição, já era usado nas naus nos tempos dos descobrimentos portugueses pois era um produto que se aguentava bem no mar.
   Foi elevada a freguesia em 1556, tem duas igrejas e várias ermidas. Esta freguesia dispõe de um Museu do Vinho, fundado em 1990, pela Casa Agrícola Brum
, de Francisco Maria Brum, onde é possível ver um vasto conjunto de instrumento relacionados com a vindima, fotografias e documentos históricos também referentes ao vinho e à vindima.
   É uma das freguesias rurais mais importantes da ilha Terceira.
  

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Artesanato- cestos de vimes.



Desde o princípio do povoamento, segundo os registos históricos se trabalha em cestaria nos Açores. São aplicadas técnicas antiquíssimas às várias matérias-primas disponíveis (em especial o vime), os homens responsáveis por esta arte de trabalhar o vime (os cesteiros) criam uma variedade grande de formas, para uso quer nos trabalhos agrícolas, quer nas atividades relacionadas com o mar, quer ainda para uso doméstico. São autênticas obras de arte que nos servem e muito, são sinónimo da paciência e necessidade de outros tempos, obras de perfeita execução, como evidenciam por exemplo, os balaios da ilha do Faial. De raiz muito antiga, estes cestos são construídos a partir de pequenos molhos de palha, firmemente amarrados e armados em espiral.
   O vime pode ter 2 tipos de tratamentos, consoante o que vimeiro quiser confecionar: o cozido ou cru. O vime cozido, o seu tratamento começa com a retirada de pequenas ramificações da planta, de seguida é levado para o caldeiro, selecionados consoante o tamanho e armado com laços, fazendo molhos. Cozem em águas com elevadas temperaturas em grandes caldeiros e abafados para a água não evaporar. Após este processo são descascados, esta é normalmente uma tarefa feminina.
   A fase final deste processo de tratamento dos vimes é a secagem, são colocados ao sol para secar durante cerca de 2 a 3 dias, depois de secos são amarrados em grandes molhos e separados novamente por tamanhos.
   O vime cru é usado ao natural, depois de podado é igualmente selecionado por tamanhos e a seguir colocado a secar durante um a dois meses, é um processo normalmente feito pelo artesão, a maioria coloca os vimes num poço deixando curtir cerca de um mês. No início do verão, o vime é retirado, descascado, ou não, e trabalhado, nas 24horas anteriores é colocado de molho, para estar húmido, para não secar.