segunda-feira, 9 de julho de 2012
domingo, 8 de julho de 2012
Ilha de S.Jorge - Fajã dos Cubres.
A Fajã dos Cubres localiza-se na freguesia de Ribeira Seca, concelho da Calheta e está provavelmente entre uma das mais bonitas e exóticas fajãs da ilha de São Jorge.
Esta fajã está classificada como Sítio de Importância Internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar, relativa à Convenção sobre Zonas Húmidas de Importância Internacional, especialmente como Habitat de Aves Aquáticas.

O nome curioso desta fajã provêm de uma planta de pequenas flores amarelas, os Cubres, que dá pelo nome cientifico de (Solidago sempervirens L.). Esta fajã que pertence à freguesia da Ribeira Seca, da costa Norte da ilha embora bastante grande não é habitada de forma permanente. O caminho de acesso faz-se por uma estrada aberta na rocha, e asfaltada em 1993. É por essa estrada que passam a maioria dos romeiros, visitantes e turistas que vão à Fajã da Caldeira de Santo Cristo.Os pescadores de quase toda a ilha deslocam-se à Lagoa dos Cubres para apanharem camarão que serve para isca de pesca à garoupa. Para isso utilizam pequenas redes de malha fina a que chamam camaroeiros.
A Lagoa é de água salobra e sujeita às marés que fazem oscilar as suas águas contribuindo para a oxigenação das mesmas. Aí se pescam mujas, nome dado pelos locais às jovens tainhas que se ocultam entre a abundante vegetação que cresce nas suas águas. Nas margens da lagoa, as pastagens interiores, abundam com junco, e gado que pasta livremente.
sexta-feira, 6 de julho de 2012
Ilha Terceira - freguesia dos Biscoitos
Os Biscoitos são uma freguesia portuguesa do concelho da Praia da Vitória, com 26,30 km² de área e 1 424 habitantes (2011). Densidade: 54,1 hab/km².Localiza-se a uma latitude 38.7833 (38°47') Norte e a uma longitude 27.15 (27°15') Oeste, estando a uma altitude de 172 metros.
O nome desta localidade é simultaneamente o nome dado nos Açores a duas entidades diferentes, sendo que uma delas se refere a uma massa doce tradicional feita com especiarias, e à outra à terra queimada, nascida dos vulcões, (basalto preto).
Neste caso os Biscoitos são terrenos formados pelas lavas provenientes de erupções vulcânicas. Trata-se de uma zona de importante tradição vinícola juntamente por a terra queimada ser pobre e pouco mais dar do que vinha que ainda assim tem de ser protegida das intempéries por curraletas
feitos com a própria pedra basilar. (a luta dos homens com os elementos).
O vinho Verdelho aqui produzido é de excelente qualidade e com grande tradição, já era usado nas naus nos tempos dos descobrimentos portugueses pois era um produto que se aguentava bem no mar.
Foi elevada a freguesia em 1556, tem duas igrejas e várias ermidas. Esta freguesia dispõe de um Museu do Vinho, fundado em 1990, pela Casa Agrícola Brum
, de Francisco Maria Brum, onde é possível ver um vasto conjunto de instrumento relacionados com a vindima, fotografias e documentos históricos também referentes ao vinho e à vindima.É uma das freguesias rurais mais importantes da ilha Terceira.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Artesanato- cestos de vimes.

Desde o princípio do
povoamento, segundo os registos históricos se trabalha em cestaria nos Açores.
São aplicadas técnicas antiquíssimas às várias matérias-primas disponíveis (em
especial o vime), os homens responsáveis por esta arte de trabalhar o vime (os
cesteiros) criam uma variedade grande de formas, para uso quer nos trabalhos
agrícolas, quer nas atividades relacionadas com o mar, quer ainda para uso
doméstico. São autênticas obras de arte que nos servem e muito, são sinónimo da
paciência e necessidade de outros tempos, obras de perfeita execução, como
evidenciam por exemplo, os balaios da ilha do Faial. De raiz muito antiga, estes
cestos são construídos a partir de pequenos molhos de palha, firmemente
amarrados e armados em espiral.O vime pode ter 2 tipos de tratamentos, consoante o que vimeiro quiser confecionar: o cozido ou cru. O vime cozido, o seu tratamento começa com a retirada de pequenas ramificações da planta, de seguida é levado para o caldeiro, selecionados consoante o tamanho e armado com laços, fazendo molhos. Cozem em águas com elevadas temperaturas em grandes caldeiros e abafados para a água não evaporar. Após este processo são descascados, esta é normalmente uma tarefa feminina.
A fase final deste processo de tratamento dos vimes é a secagem, são colocados ao sol para secar durante cerca de 2 a 3 dias, depois de secos são amarrados em grandes molhos e separados novamente por tamanhos.
O vime cru é usado ao natural, depois de podado é igualmente selecionado por tamanhos e a seguir colocado a secar durante um a dois meses, é um processo normalmente feito pelo artesão, a maioria coloca os vimes num poço deixando curtir cerca de um mês. No início do verão, o vime é retirado, descascado, ou não, e trabalhado, nas 24horas anteriores é colocado de molho, para estar húmido, para não secar.
terça-feira, 3 de julho de 2012
Ilha de S.Miguel - Faial da Terra.
O Faial da Terra é uma freguesia do concelho da Povoação, com 12,69 km² de área e 359 habitantes (2011). Tem uma densidade: 28,3 hab/km².
Localiza-se a uma latitude 37.733 (37°44') Norte e a uma longitude 25.2 (25°12') Oeste, estando a uma altitude de 70 metros. Actividades económicas: Agro-pecuária, comércio.
As principais festas religiosas são Nossa Senhora da Graça (2.º domingo de Setembro), cuja imagem se encontra na Igreja de Nossa Senhora da Graça , Impérios do Divino Espírito Santo, Ascensão, Trindade e S. João.
Do seu património destaca-se Património: Igreja Nossa Senhora da Graça, Ermida de Nossa Senhora de Lurdes, Fontenários, Coreto e Busto a Padre Elias.
Na gastronomia temos como principais pratos o Fervedouro, molho de fígado, sopas do Espírito Santo, papas grossas, bolo da sertã, torresmos, morcela e chouriço e a sopa de tomate da Tia Conceição.
Quanto ao artesanato existe a cestaria de vime, rendas, bordados e artefactos em madeira
Localiza-se a uma latitude 37.733 (37°44') Norte e a uma longitude 25.2 (25°12') Oeste, estando a uma altitude de 70 metros. Actividades económicas: Agro-pecuária, comércio.
As principais festas religiosas são Nossa Senhora da Graça (2.º domingo de Setembro), cuja imagem se encontra na Igreja de Nossa Senhora da Graça , Impérios do Divino Espírito Santo, Ascensão, Trindade e S. João.
Do seu património destaca-se Património: Igreja Nossa Senhora da Graça, Ermida de Nossa Senhora de Lurdes, Fontenários, Coreto e Busto a Padre Elias.
Na gastronomia temos como principais pratos o Fervedouro, molho de fígado, sopas do Espírito Santo, papas grossas, bolo da sertã, torresmos, morcela e chouriço e a sopa de tomate da Tia Conceição.
Quanto ao artesanato existe a cestaria de vime, rendas, bordados e artefactos em madeira
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Ilha do Corvo - Murmúrios.
Há dias na ilha que não apetece contar o tempo, que não apetece, actuar nem
intervir.Fazê-lo é quebrar a harmonia e a quietude que tudo protege e
aconchega.
A fuga à realidade criou outra realidade, fictícia e feliz.É fácil acreditar nela, tomá-la por única, por autêntica, até se tornar mesmo única e autêntica.O futuro parece frágil.A quebra das exportações, o corte dos subsídios e a falta de emprego podem alterar o algodão em rama do presente.
Há na ilha uma certa atmosfera de fim.Séculos de cruzamentos entre a Europa, a América, a África, a Ásia, deixaram-lhe melancolias irreversíveis.
Os seus habitantes silenciam-se.A mistura de sangues afeiçoou-os as parecenças e as vibrações.
Percorrer as ruas e as canadas da vila, saborear o queijo, parar no Outeiro, sentir os cheiros, ouvir os sussurros, é entrar num tempo dilatado do tempo, coisa só possível em espaço de eleição.
Mas, eis que surge outro dia.Luminoso, quente, suave, transparente.Tudo muda.A vontade de trabalhar, de vencer, de sorrir, de andar em frente.`
É a ilha e os corvinos!!!
A fuga à realidade criou outra realidade, fictícia e feliz.É fácil acreditar nela, tomá-la por única, por autêntica, até se tornar mesmo única e autêntica.O futuro parece frágil.A quebra das exportações, o corte dos subsídios e a falta de emprego podem alterar o algodão em rama do presente.
Há na ilha uma certa atmosfera de fim.Séculos de cruzamentos entre a Europa, a América, a África, a Ásia, deixaram-lhe melancolias irreversíveis.
Os seus habitantes silenciam-se.A mistura de sangues afeiçoou-os as parecenças e as vibrações.
Percorrer as ruas e as canadas da vila, saborear o queijo, parar no Outeiro, sentir os cheiros, ouvir os sussurros, é entrar num tempo dilatado do tempo, coisa só possível em espaço de eleição.
Mas, eis que surge outro dia.Luminoso, quente, suave, transparente.Tudo muda.A vontade de trabalhar, de vencer, de sorrir, de andar em frente.`
É a ilha e os corvinos!!!
domingo, 1 de julho de 2012
Ilha do Faial - Formação da Caldeira.
Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo do vulcão central, entrando numa fase quase exclusivamente explosiva, a qual foi responsável pelos vastos depósitos de pedra-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. Durante esta fase ocorreu o colapso da parte mais alta do vulcão, com afundamento do topo da câmara magmática, originando a formação da actual Caldeira. O colapso parecer ter ocorrido em dois episódios distintos: o primeiro ocorreu no topo da montanha, desenvolvendo-se para o seu interior; o segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniano, com libertação de uma nuvem ardente. O abatimento da caldeira terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois dessa erupção, a qual recobriu mais de 40% da superfície da ilha com uma espessa camada de materiais piroclásticos, mais pujante para norte e leste do centro eruptivo. A maior parte da cobertura vegetal, se não a sua totalidade, foi destruída. A erupção foi acompanhada por poderosas enxurradas, que resultaram da precipitação intensa induzida pela condensação em torno das poeiras vulcânicas presentes na atmosfera, sobre um relevo íngreme caracterizado pela inconsistência do solo. Nas falésias da Praia do Norte encontram-se vestígios desses movimentos de massa
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