terça-feira, 3 de julho de 2012

Ilha de S.Miguel - Faial da Terra.

O Faial da Terra é uma freguesia do concelho da Povoação, com 12,69 km² de área e 359 habitantes (2011). Tem uma densidade: 28,3 hab/km².
   Localiza-se a uma latitude 37.733 (37°44') Norte e a uma longitude 25.2 (25°12') Oeste, estando a uma altitude de 70 metros. Actividades económicas: Agro-pecuária, comércio.
   As principais festas religiosas são Nossa Senhora da Graça (2.º domingo de Setembro), cuja imagem se encontra na Igreja de Nossa Senhora da Graça , Impérios do Divino Espírito Santo, Ascensão, Trindade e S. João.
   Do seu património destaca-se Património: Igreja Nossa Senhora da Graça, Ermida de Nossa Senhora de Lurdes, Fontenários, Coreto e Busto a Padre Elias.
   Na gastronomia temos como principais pratos o Fervedouro, molho de fígado, sopas do Espírito Santo, papas grossas, bolo da sertã, torresmos, morcela e chouriço e a sopa de tomate da Tia Conceição.
   Quanto ao artesanato existe a cestaria de vime, rendas, bordados e artefactos em madeira

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Ilha do Corvo - Murmúrios.

Há dias na ilha que não apetece contar o tempo, que não apetece, actuar nem intervir.Fazê-lo é quebrar a harmonia e a quietude que tudo protege e aconchega.
A fuga à realidade criou outra realidade, fictícia e feliz.É fácil acreditar nela, tomá-la por única, por autêntica, até se tornar mesmo única e autêntica.O futuro parece frágil.A quebra das exportações, o corte dos subsídios e a falta de emprego podem alterar o algodão em rama do presente.
Há na ilha uma certa atmosfera de fim.Séculos de cruzamentos entre a Europa, a América, a África, a Ásia, deixaram-lhe melancolias irreversíveis.
Os seus habitantes silenciam-se.A mistura de sangues afeiçoou-os as parecenças e as vibrações.
Percorrer as ruas e as canadas da vila, saborear o queijo, parar no Outeiro, sentir os cheiros, ouvir os sussurros, é entrar num tempo dilatado do tempo, coisa só possível em espaço de eleição.
Mas, eis que surge outro dia.Luminoso, quente, suave, transparente.Tudo muda.A vontade de trabalhar, de vencer, de sorrir, de andar em frente.`
É a ilha e os corvinos!!!

domingo, 1 de julho de 2012

Ilha do Faial - Formação da Caldeira.

Há 10 mil anos, deu-se uma mudança de estilo eruptivo do vulcão central, entrando numa fase quase exclusivamente explosiva, a qual foi responsável pelos vastos depósitos de pedra-pomes e outros materiais piroclásticos que cobrem quase toda a ilha. Durante esta fase ocorreu o colapso da parte mais alta do vulcão, com afundamento do topo da câmara magmática, originando a formação da actual Caldeira. O colapso parecer ter ocorrido em dois episódios distintos: o primeiro ocorreu no topo da montanha, desenvolvendo-se para o seu interior; o segundo foi originado por um violenta erupção do tipo pliniano, com libertação de uma nuvem ardente. O abatimento da caldeira terá ocorrido ao mesmo tempo ou imediatamente depois dessa erupção, a qual recobriu mais de 40% da superfície da ilha com uma espessa camada de materiais piroclásticos, mais pujante para norte e leste do centro eruptivo. A maior parte da cobertura vegetal, se não a sua totalidade, foi destruída. A erupção foi acompanhada por poderosas enxurradas, que resultaram da precipitação intensa induzida pela condensação em torno das poeiras vulcânicas presentes na atmosfera, sobre um relevo íngreme caracterizado pela inconsistência do solo. Nas falésias da Praia do Norte encontram-se vestígios desses movimentos de massa

sábado, 30 de junho de 2012

Visita Régia de D.Carlos e Dona Amélia à ilha de S.Miguel em 1901.

Desembarque de D.carlos e Dona Amélia, no Cais da Alfândega em Ponta Delgada.
 D.Carlos e Dona Amélia na visita de Estado(aqui no lado Norte da Igreja Matriz de Ponta Delgada)
 Em frente à Igreja Matriz de Ponta Delgada.
Cais da Alfândega: foto de D.Carlos e Dona Amélia.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cavalhadas de S.Pedro.

 As Cavalhadas são uma das mais curiosas festas açorianas, ocorrendo no dia de S. Pedro. A festa inclui um desfile a cavalo, que parece ter sido inspirado nos torneios medievais. Os cavaleiros, lanceiros, despenseiros e corneteiros vestidos de branco com capas e faixas vermelhas, montados em luzidios cavalos, concentram-se junto ao Solar de Mafoma, casa do século XVIII, e iniciam uma cavalgada ao som de cornetas, atrás do "rei" ou maioral, uma personagem de longas barbas. Um colorido espectáculo que se dirige para o centro da cidade da Ribeira Grande e tem o seu ponto culminante na Igreja de São Pedro, quando o "rei" saúda o santo em verso e faz com que o seu cavalo coloque as patas dianteiras no portal do templo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lenda da descoberta da ilha de Santa Maria.

A lenda passa-se à época do Infante D. Henrique, fundador da mítica Escola Náutica de Sagres. De acordo com ela, Gonçalo Velho Cabral, marinheiro do Infante, frade devoto da "Nossa Senhora", por ordem daquele fez-se ao mar numa caravela, fazendo uma promessa à Virgem de dar o nome dela à primeira terra que encontrasse no "mar Oceano".
As viagens marítimas dos descobrimentos eram geralmente difíceis, demoradas e imprevisíveis. Os marinheiros dependiam do vigia, no alto cesto da gávea quase na ponta de um mastro, para olhar o horizonte, desde o raiar da madrugada até ao anoitecer e tentar descobrir terra.
Gonçalo Velho esquadrinhava os mapas, anotava as correntes e rezava. Passaram-se calmarias e tempestades, noites e dias, meses... Foi então que num dia de Verão, no dia de Nossa Senhora em Agosto, amanheceu um dia claro, suave, de céu limpo. A vista alcançava grandes distâncias.
Na linha do horizonte foi surgindo uma nuvem, que foi se agigantando, ganhando forma e nitidez. A dada altura o gajeiro já não tinha mais dúvidas e gritou: "Terra à vista!". Gonçalo Velho Cabral e a restante marinhagem começavam o dia, como era hábito nessas alturas, com orações a Deus e a Nossa Senhora para que os ajudasse a encontrar terras novas. Estavam a rezar a "Ave Maria", e nesse preciso momento pronunciavam "Santa Maria".
Gonçalo Velho considerou que se tratava de um milagre de Nossa Senhora a lembrar-lhe a promessa que tinha feito. Esta era a primeira ilha descoberta nos Açores, a "ilha mãe", que recebeu de imediato o nome de ilha de Santa Maria.
Segundo a lenda, esta fé de Gonçalo Velho perpetuou-se no local, onde ainda se mantém grande devoção em Nossa Senhora, festejada efusivamente no mês de Agosto de cada ano.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lapas Grellhadas.



Muitas vezes ignoradas em Portugal continental - onde abundam pelas costas, no entanto - as lapas são um dos petiscos mais apreciados nos Açores - e também na Madeira. Na ilha Terceira, existem muitas receitas para preparar-las e até há quem só goste delas cruas e vivas, ao natural. Mas a forma mais popular de as cozinhar consiste em grelhar-las segundo esta receita, comum a todo o arquipélago. Costumo usar o grelhador do forno para tal, mas quem preferir, pode recorrer à churrasqueira ou até ao bico do fogão, utilizando uma chapa com ranhuras para o efeito.