sábado, 30 de junho de 2012

Visita Régia de D.Carlos e Dona Amélia à ilha de S.Miguel em 1901.

Desembarque de D.carlos e Dona Amélia, no Cais da Alfândega em Ponta Delgada.
 D.Carlos e Dona Amélia na visita de Estado(aqui no lado Norte da Igreja Matriz de Ponta Delgada)
 Em frente à Igreja Matriz de Ponta Delgada.
Cais da Alfândega: foto de D.Carlos e Dona Amélia.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Cavalhadas de S.Pedro.

 As Cavalhadas são uma das mais curiosas festas açorianas, ocorrendo no dia de S. Pedro. A festa inclui um desfile a cavalo, que parece ter sido inspirado nos torneios medievais. Os cavaleiros, lanceiros, despenseiros e corneteiros vestidos de branco com capas e faixas vermelhas, montados em luzidios cavalos, concentram-se junto ao Solar de Mafoma, casa do século XVIII, e iniciam uma cavalgada ao som de cornetas, atrás do "rei" ou maioral, uma personagem de longas barbas. Um colorido espectáculo que se dirige para o centro da cidade da Ribeira Grande e tem o seu ponto culminante na Igreja de São Pedro, quando o "rei" saúda o santo em verso e faz com que o seu cavalo coloque as patas dianteiras no portal do templo.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

Lenda da descoberta da ilha de Santa Maria.

A lenda passa-se à época do Infante D. Henrique, fundador da mítica Escola Náutica de Sagres. De acordo com ela, Gonçalo Velho Cabral, marinheiro do Infante, frade devoto da "Nossa Senhora", por ordem daquele fez-se ao mar numa caravela, fazendo uma promessa à Virgem de dar o nome dela à primeira terra que encontrasse no "mar Oceano".
As viagens marítimas dos descobrimentos eram geralmente difíceis, demoradas e imprevisíveis. Os marinheiros dependiam do vigia, no alto cesto da gávea quase na ponta de um mastro, para olhar o horizonte, desde o raiar da madrugada até ao anoitecer e tentar descobrir terra.
Gonçalo Velho esquadrinhava os mapas, anotava as correntes e rezava. Passaram-se calmarias e tempestades, noites e dias, meses... Foi então que num dia de Verão, no dia de Nossa Senhora em Agosto, amanheceu um dia claro, suave, de céu limpo. A vista alcançava grandes distâncias.
Na linha do horizonte foi surgindo uma nuvem, que foi se agigantando, ganhando forma e nitidez. A dada altura o gajeiro já não tinha mais dúvidas e gritou: "Terra à vista!". Gonçalo Velho Cabral e a restante marinhagem começavam o dia, como era hábito nessas alturas, com orações a Deus e a Nossa Senhora para que os ajudasse a encontrar terras novas. Estavam a rezar a "Ave Maria", e nesse preciso momento pronunciavam "Santa Maria".
Gonçalo Velho considerou que se tratava de um milagre de Nossa Senhora a lembrar-lhe a promessa que tinha feito. Esta era a primeira ilha descoberta nos Açores, a "ilha mãe", que recebeu de imediato o nome de ilha de Santa Maria.
Segundo a lenda, esta fé de Gonçalo Velho perpetuou-se no local, onde ainda se mantém grande devoção em Nossa Senhora, festejada efusivamente no mês de Agosto de cada ano.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Lapas Grellhadas.



Muitas vezes ignoradas em Portugal continental - onde abundam pelas costas, no entanto - as lapas são um dos petiscos mais apreciados nos Açores - e também na Madeira. Na ilha Terceira, existem muitas receitas para preparar-las e até há quem só goste delas cruas e vivas, ao natural. Mas a forma mais popular de as cozinhar consiste em grelhar-las segundo esta receita, comum a todo o arquipélago. Costumo usar o grelhador do forno para tal, mas quem preferir, pode recorrer à churrasqueira ou até ao bico do fogão, utilizando uma chapa com ranhuras para o efeito.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Porto da Horta - ilha do Faial.

 Aspecto geral do porto em finais do Séc. XIX.
 Séc.XX - anos 50/60 - Navio "Santo Amaro"
 Séc.XX - anos 40 - Hidroaviões "Clippers".
 Séc. XX - anos 50 - Paquete "Carvalho Araújo".
Séc. XIX - Navio baleeiro americano encalhado no extremo norte da baía.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Cumplicidades Corvinas.

Em dias de lua cheia, não são precisos os faróis para vermos a estrada.Não há névoa, nem nuvens sequer.A transparência é total.Defronte, as luzes das Flores tornam o estreito mais próximo, mais íntimo e mais cúmplice.
O coro dos garajaus torna-se aragem quente e música de intimidades.O universo parece concentrar-se na ilha, enchendo-a de ecos, de vibrações, que entram nos corpos, nas almas.
O Corvo tudo vigia, ouve, adivinha, partilha, silencia e oculta.É sábio,É cúmplice.É esquivo.É ofegante.Viver nele exige ambiguidade e lentidão.
O colectivo não lhe anula o individual, o estabelecido não anula a diferença.Há lugar para todos.
A ilha é uma câmara de murmúrios, uma sinfonia de andamentos pausados e pousados.Fala-se, ama-se, desanima-se, sofre-se, mas também se ri e se sonha.
Vacas bordejam o caminho que sobem a montanha dando à paisagem vislumbres únicos.
O mar isola, é certo, mas nem por isso deixa de ser uma estrada.Não compartilha-mos da distorção conceptual que transforma o corvino num ilhéu isolado sobre si próprio.No entanto, o isolamento não é necessariamente mau.A insularidade tem o duplo significado de isolamento e de vida de relação.
No Corvo vive-se e sente-se tudo isto numa maneira única.Só quem cá vive ou viveu percebe.
É o Corvo e as suas cumplicidades!!!

sábado, 23 de junho de 2012

Ilha Terceira - Sanjoaninas.




As Sanjoaninas iniciaram-se logo após o povoamento, as Sanjoaninas são consideradas as maiores festas profanas do arquipélago.
Em 1934 surge pela primeira vez um cortejo de abertura com séquito real, como é hoje conhecido.
Desde então os cortejos têm evoluído de ano para ano, contando com temas cada vez mais arrojados.
Um dos pontos altos da festa é a noite de São João caracterizada pelas suas marchas.
Afficion tauromáquica está no sangue dos terceirenses, e como tal as suas maiores festas não podiam deixar de ser marcadas pela sua feira taurina.
Por esta altura a praça de toiros da ilha terceira recebe nomes de relevo a nível nacional e internacional da tauromarquia.