A lenda passa-se à época do Infante D. Henrique, fundador da mítica Escola Náutica de Sagres. De acordo com ela, Gonçalo Velho Cabral, marinheiro do Infante, frade devoto da "Nossa Senhora", por ordem daquele fez-se ao mar numa caravela, fazendo uma promessa à Virgem de dar o nome dela à primeira terra que encontrasse no "mar Oceano".
As viagens marítimas dos descobrimentos eram geralmente difíceis, demoradas e imprevisíveis. Os marinheiros dependiam do vigia, no alto cesto da gávea quase na ponta de um mastro, para olhar o horizonte, desde o raiar da madrugada até ao anoitecer e tentar descobrir terra.
Gonçalo Velho esquadrinhava os mapas, anotava as correntes e rezava. Passaram-se calmarias e tempestades, noites e dias, meses... Foi então que num dia de Verão, no dia de Nossa Senhora em Agosto, amanheceu um dia claro, suave, de céu limpo. A vista alcançava grandes distâncias.
Na linha do horizonte foi surgindo uma nuvem, que foi se agigantando, ganhando forma e nitidez. A dada altura o gajeiro já não tinha mais dúvidas e gritou: "Terra à vista!". Gonçalo Velho Cabral e a restante marinhagem começavam o dia, como era hábito nessas alturas, com orações a Deus e a Nossa Senhora para que os ajudasse a encontrar terras novas. Estavam a rezar a "Ave Maria", e nesse preciso momento pronunciavam "Santa Maria".
Gonçalo Velho considerou que se tratava de um milagre de Nossa Senhora a lembrar-lhe a promessa que tinha feito. Esta era a primeira ilha descoberta nos Açores, a "ilha mãe", que recebeu de imediato o nome de ilha de Santa Maria.
Segundo a lenda, esta fé de Gonçalo Velho perpetuou-se no local, onde ainda se mantém grande devoção em Nossa Senhora, festejada efusivamente no mês de Agosto de cada ano.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
Lapas Grellhadas.
Muitas vezes ignoradas em Portugal continental - onde abundam pelas costas, no entanto - as lapas são um dos petiscos mais apreciados nos Açores - e também na Madeira. Na ilha Terceira, existem muitas receitas para preparar-las e até há quem só goste delas cruas e vivas, ao natural. Mas a forma mais popular de as cozinhar consiste em grelhar-las segundo esta receita, comum a todo o arquipélago. Costumo usar o grelhador do forno para tal, mas quem preferir, pode recorrer à churrasqueira ou até ao bico do fogão, utilizando uma chapa com ranhuras para o efeito.
terça-feira, 26 de junho de 2012
Porto da Horta - ilha do Faial.
Aspecto geral do porto em finais do Séc. XIX.
Séc.XX - anos 50/60 - Navio "Santo Amaro"
Séc.XX - anos 40 - Hidroaviões "Clippers".
Séc. XX - anos 50 - Paquete "Carvalho Araújo".
Séc. XIX - Navio baleeiro americano encalhado no extremo norte da baía.
Séc.XX - anos 50/60 - Navio "Santo Amaro"
Séc.XX - anos 40 - Hidroaviões "Clippers".
Séc. XX - anos 50 - Paquete "Carvalho Araújo".
Séc. XIX - Navio baleeiro americano encalhado no extremo norte da baía.
segunda-feira, 25 de junho de 2012
Cumplicidades Corvinas.
Em dias de lua cheia, não são precisos os faróis para vermos a estrada.Não há
névoa, nem nuvens sequer.A transparência é total.Defronte, as luzes das Flores
tornam o estreito mais próximo, mais íntimo e mais cúmplice.
O coro dos garajaus torna-se aragem quente e música de intimidades.O universo parece concentrar-se na ilha, enchendo-a de ecos, de vibrações, que entram nos corpos, nas almas.
O Corvo tudo vigia, ouve, adivinha, partilha, silencia e oculta.É sábio,É cúmplice.É esquivo.É ofegante.Viver nele exige ambiguidade e lentidão.
O colectivo não lhe anula o individual, o estabelecido não anula a diferença.Há lugar para todos.
A ilha é uma câmara de murmúrios, uma sinfonia de andamentos pausados e pousados.Fala-se, ama-se, desanima-se, sofre-se, mas também se ri e se sonha.
Vacas bordejam o caminho que sobem a montanha dando à paisagem vislumbres únicos.
O mar isola, é certo, mas nem por isso deixa de ser uma estrada.Não compartilha-mos da distorção conceptual que transforma o corvino num ilhéu isolado sobre si próprio.No entanto, o isolamento não é necessariamente mau.A insularidade tem o duplo significado de isolamento e de vida de relação.
No Corvo vive-se e sente-se tudo isto numa maneira única.Só quem cá vive ou viveu percebe.
É o Corvo e as suas cumplicidades!!!
O coro dos garajaus torna-se aragem quente e música de intimidades.O universo parece concentrar-se na ilha, enchendo-a de ecos, de vibrações, que entram nos corpos, nas almas.
O Corvo tudo vigia, ouve, adivinha, partilha, silencia e oculta.É sábio,É cúmplice.É esquivo.É ofegante.Viver nele exige ambiguidade e lentidão.
O colectivo não lhe anula o individual, o estabelecido não anula a diferença.Há lugar para todos.
A ilha é uma câmara de murmúrios, uma sinfonia de andamentos pausados e pousados.Fala-se, ama-se, desanima-se, sofre-se, mas também se ri e se sonha.
Vacas bordejam o caminho que sobem a montanha dando à paisagem vislumbres únicos.
O mar isola, é certo, mas nem por isso deixa de ser uma estrada.Não compartilha-mos da distorção conceptual que transforma o corvino num ilhéu isolado sobre si próprio.No entanto, o isolamento não é necessariamente mau.A insularidade tem o duplo significado de isolamento e de vida de relação.
No Corvo vive-se e sente-se tudo isto numa maneira única.Só quem cá vive ou viveu percebe.
É o Corvo e as suas cumplicidades!!!
sábado, 23 de junho de 2012
Ilha Terceira - Sanjoaninas.
As Sanjoaninas iniciaram-se logo após o povoamento, as Sanjoaninas são consideradas as maiores festas profanas do arquipélago.
Em 1934 surge pela primeira vez um cortejo de abertura com séquito real, como é hoje conhecido.
Desde então os cortejos têm evoluído de ano para ano, contando com temas cada vez mais arrojados.
Um dos pontos altos da festa é a noite de São João caracterizada pelas suas marchas.
Afficion tauromáquica está no sangue dos terceirenses, e como tal as suas maiores festas não podiam deixar de ser marcadas pela sua feira taurina.
Por esta altura a praça de toiros da ilha terceira recebe nomes de relevo a nível nacional e internacional da tauromarquia.
sexta-feira, 22 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
Aspectos da Sociedade Micalense no Sec.XX
1935 - Rapaz na lavoura.
1950 - Ponta Delgada - Rancho de Romeiros do Livramento na Igreja de S.José.
Década de 50 -Vendilhão de peneirase trempes, na rua dos Fundadores da Vila - Ribeira Grande.
1940 - festa do Espírito Santo - Foliões e a Bandeira do Divino em Ponta Delgada.
1950 - Ponta Delgada - Rancho de Romeiros do Livramento na Igreja de S.José.
Década de 50 -Vendilhão de peneirase trempes, na rua dos Fundadores da Vila - Ribeira Grande.
1940 - festa do Espírito Santo - Foliões e a Bandeira do Divino em Ponta Delgada.
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