Vencida que foi a primeira fase do povoamento, em que foram largados animais de
pastoreio, e depois de cinco tentativas de fixação de colonos, o Corvo
finalmente começou a ser povoado.
Nesta zona, mais tarde, começaram a
convergir as grandes carreiras intercontinentais das Índias, das Áfricas, das
Américas, antes de aportarem à Europa.O ouro, as especiarias, os escravos, os
diamantes, e a cobiça por eles, concentraram-se, como consequência, à sua
volta.
Corsários poderosos afluíram de Marrocos, da Turquia, da França, da
Inglaterra e da Holanda.Sem guarnições militares eficazes, o Corvo tornou-se
apetecido por todos, que o julgavam presa fácil.
Nos séculos XVI e XVII, a
ilha sofre grandes invasões de norte-africanos que, pretendem raptar-lhe a
população.Nas alturas dos ataques, os habitantes escondiam-se entre os musgos do
Caldeirão.
Resguardados na parte mais alta da ilha, cheia de calhaus
rolantes, os corvinos resistiram sempre com grande coragem aos invasores.
A
maior parte dos piratas preferiu, no entanto, a atacá-los, estabelecer com eles
relações de comércio-Aguadas, fornecimento de víveres, tratamento de feridos e
enfermos, conserto de embarcações, tornaram-se, a troco de dinheiro, presentes e
protecção, comuns.
A passagem dos veleiros e as ajudas dos piratas,
reconfortou.os bastante.Deles, e dos barcos que, de noite se despedaçavam nas
rochas, aproveitaram-se com discrição, com ambiguidade durante gerações.
O
fim das guerras napoleónicas e o domínio dos mares pelos ingleses alteram depois
a ordem dominante e empobreceram gravemente a vida da comunidade.
quarta-feira, 13 de junho de 2012
terça-feira, 12 de junho de 2012
Alcatra da ilha Terceira.
Ingredientes:
- carne de vaca
- vinho (de cheiro ou branco)
- pimenta da jamaica
- toucinho
- louro
- alho
- cebola
Preparação:
Primeiro, o alguidar onde se elabora a receita, deve ficar de molho em água durante 2 ou 3 dias. Depois deve ser fervido com cebola, casca de batata da terra e couve, para retirar o gosto do barro.Para evitar que o barro se parta, o alguidar deve ser untado com a pele de toucinho de fumo.
No fundo do alguidar põe-se primeiro o toucinho de fumo para a cebola não pegar e só então deita-se a cebola às rodelas, o alho picado, uma folha de louro, pimenta da jamaica, deita-se a carne besuntada por todos os lados com manteiga e rega-se com vinho destemperado com água. Se for vinho de cheiro, três partes de vinho e uma de água; se for vinho branco, metade de vinho, metade de água.
Após colocada a carne, põe-se novamente pimenta da jamaica, louro, rodelas de cebola, alho picado (no caso de aquecimento deve por-se um pouco de água, ou seja, cada vez que se leva a aquecer).
Cobre-se com uma folha de couve, (também pode usar-se papel de alumínio, mas este deve ser furado com um garfo para o calor penetrar e apenas rosar e não queimar). Vai ao forno e, quando está bem tostada, retira-se do forno, volta-se a carne para que esta possa tostar, apura-se de temperos, se necessário, e aumenta-se o molho com mais vinho nas proporções acima descritas e volta ao forno
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Ilha Graciosa.
A Graciosa é uma ilha situada no extremo noroeste do Grupo Central do arquipélago dos Açores
, 37 km a nordeste da ilha de São Jorge e 60 km a noroeste da Terceira, com centro aproximadamente nas coordenadas geográficas 28° 05’ W e 39° 05’ N. Tem uma área aproximada de 62 km² e formato grosseiramente oval, com 12,5 km de comprimento e 8,5 km de largura máxima. É a menos montanhosa das ilhas açorianas, atingindo 402 metros de altitude máxima no bordo leste da Caldeira. Esta baixa elevação confere à ilha um clima temperado oceânico, caracterizado pela menor pluviosidade do arquipélago. A baixa pluviosidade leva à relativa secura da ilha, o que lhe dá no fim do estio uma tonalidade esbranquiçada, que associada ao casario branco das povoações lhe deu o epíteto de "ilha Branca", que lhe foi atribuído por Raul Brandão na obra "As Ilhas Desconhecidas" (1926).
Tem 4 780 habitantes (2001), na maioria concentrados na sede do único concelho da ilha, a vila de Santa Cruz da Graciosa, cujo centro histórico constitui, pela riqueza e equilíbrio da sua arquitectura, uma zona classificada. No passado, quando a população foi muito superior à actual, a falta de água constituiu um sério problema, levando à construção de reservatórios e cisternas de vária natureza e aos emblemáticos tanques ("pauis") que são hoje a marca da principal praça de Santa Cruz.
A paisagem da Graciosa é de grande beleza, conjugando o verde das pastagens com o branco das casas isoladas e das povoações. O "ex libris" da ilha é uma formação rochosa de grandes dimensões, em frente ao farol da Ponta da Barca, com uma configuração muito parecida com uma baleia vista de perfil. Possui campos férteis e aplainados que produzem hortícolas, fruta e vinho e onde se cria gado bovino, hoje a principal fonte de riqueza da ilha
, 37 km a nordeste da ilha de São Jorge e 60 km a noroeste da Terceira, com centro aproximadamente nas coordenadas geográficas 28° 05’ W e 39° 05’ N. Tem uma área aproximada de 62 km² e formato grosseiramente oval, com 12,5 km de comprimento e 8,5 km de largura máxima. É a menos montanhosa das ilhas açorianas, atingindo 402 metros de altitude máxima no bordo leste da Caldeira. Esta baixa elevação confere à ilha um clima temperado oceânico, caracterizado pela menor pluviosidade do arquipélago. A baixa pluviosidade leva à relativa secura da ilha, o que lhe dá no fim do estio uma tonalidade esbranquiçada, que associada ao casario branco das povoações lhe deu o epíteto de "ilha Branca", que lhe foi atribuído por Raul Brandão na obra "As Ilhas Desconhecidas" (1926).
Tem 4 780 habitantes (2001), na maioria concentrados na sede do único concelho da ilha, a vila de Santa Cruz da Graciosa, cujo centro histórico constitui, pela riqueza e equilíbrio da sua arquitectura, uma zona classificada. No passado, quando a população foi muito superior à actual, a falta de água constituiu um sério problema, levando à construção de reservatórios e cisternas de vária natureza e aos emblemáticos tanques ("pauis") que são hoje a marca da principal praça de Santa Cruz.
A paisagem da Graciosa é de grande beleza, conjugando o verde das pastagens com o branco das casas isoladas e das povoações. O "ex libris" da ilha é uma formação rochosa de grandes dimensões, em frente ao farol da Ponta da Barca, com uma configuração muito parecida com uma baleia vista de perfil. Possui campos férteis e aplainados que produzem hortícolas, fruta e vinho e onde se cria gado bovino, hoje a principal fonte de riqueza da ilha
domingo, 10 de junho de 2012
Ilha de S.Jorge - Fajã da Caldeira de Santo Cristo.
A Fajã da Caldeira de Santo Cristo é uma fajã localizada na freguesia da Ribeira Seca, concelho da Calheta, ilha de São Jorge.
Esta fajã, possivelmente uma das mais bonitas e sem dúvida a mais famosa fajã da ilha de Sã Jorge, fica entre a Fajã dos Tijolos e a fajã Redonda. Foi 1984 classificada como Reserva Natural, pelo Governo Regional dos Açores, especialmente por causa da existência de amêijoas na sua lagoa denominada Lagoa da Fajã de Santo Cristo.
Mais tarde foi classificada como sítio de importância internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar (a Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional ou Convention on Wetlands of International Importance), relativa às Zonas Húmidas de Importância Internacional como Habitat de Aves Aquáticas, graças à sua lagoa.
sábado, 9 de junho de 2012
Ilha do Corvo
A
descoberta da ilha do Corvo foi feita em simultâneo com a ilha das Flores em
1452 por Diogo de Teive.Um facto singular importa salientar: é que enquanto nas
outras ilhas do Arquipélago a ocupação humana verificou-se logo a seguir ao seu
reconhecimento, no Corvo e nas Flores houve um hiato de várias décadas entre
estes dois momentos.A primeira tentativa de ocupação da ilha realizou-se entre
1508 e 1510, a mando de António Vaz Teixeira, da ilha Terceira e mais tarde em
1515, por ordem dos três irmãos Barcelos, também da ilha Terceira. No entanto,
foi apenas com os escravos de Gonçalo de Sousa que se deu a colonização da ilha.
A primeira vaga de povoamento definitivo do Corvo foi de facto constituída por
escravos, e estes seriam principalmente negros, ainda que existissem também
escravos mouros.
Nas suas crónicas, Gaspar Frutuoso, revela os princípios de gestão sustentável
que acompanham a ilha do Corvo e os seus habitantes.Dos escravos residentes na
ilha, uns tratavam do gado, fornecendo aos rendeiros tudo o que precisassem para
os trabalhos agrícolas e, outros, a quem chamavam "meirinhos da serra", vigiavam
para que não se caçasse pássaros na época da criação desse e para que não
entrassem no Corvo ratos transportados por barcos oriundos das Flores.
A
ilha ocupa uma superfície total de 17,3Km2, com 6,5Km de cumprimento por 4Km de
largura.Situa-se a 39º40`de latitude Norte e 31º05`de longitude Oeste.
Conjuntamente com a ilha das Flores, formam o Grupo Ocidental dos Açores.
Presentemente tem à volta de 480 habitantes e 120 casas habitadas
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Vulcão dos Capelinhos.
O Vulcão dos Capelinhos, também referido na literatura vulcanológica como Mistério dos Capelinhos, localiza-se na Ponta dos Capelinhos, freguesia do Capelo, na Ilha do Faial, nos Açores. Constitui-se em uma das maiores atrações turísticas do Atlântico, nomeadamente dos Açores, pela singularidade de sua beleza paisagística, de génese muito recente e quase virgem.
Geologicamente insere-se no complexo vulcânico do Capelo, constituído por cerca de 20 cones de escórias e respectivos derrames lávicos, ao longo de um alinhamento vulcano-tectónico de orientação geral WNW-ESE. O nome Capelinhos deveu-se à existência de dois ilhéus chamados de "Ilhéus dos Capelinhos".
O vulcão manteve-se em actividade por 13 meses, entre 27 de Setembro de 1957 e 24 de Outubro de 1958. A erupção dos Capelinhos, provavelmente terá sido uma sobreposição de duas erupções distintas, uma começada a 27 de Setembro de 1957, e a segunda, a 14 de Maio de 1958. A partir de 25 de Outubro o vulcão entrou em fase de repouso. Do ponto de vista vulcanológico, deverá ser considerado um vulcão potencialmente activo
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Ilha das Flores - lagoas.
Sete Lagoas é o nome atribuído a um conjunto de sete lagoas alojadas dentro da caldeira de um dos vulcões primordiais da ilha das Flores, arquipélago do Açores.
Apesar de muitos milhões de anos de erosão e de esta formação geológica se encontrar muito desgastada pelas frequentes e fortes chuvas do oceano atlântico, aliadas às fortes ventanias de altitude não perdeu de todo o seu Misticismo e encantamento de um vulcão que embora vivo se encontra prisioneiro dentro de uma montanha adormecida, suspenso num imenso mar de nuvens que alimentam de pluviosidade as florestas de Laurissilva que descem a encosta e bordam as lagoas.
Às lagoas foram atribuídos nomes de acordo com as suas características, e assim temos: a Lago Negra cujo nome provem da cor das suas águas, que são negras devido à profundidade que esta lagoa tem e que chega aos 100 metros de profundidade. É rodeada de areais e encontra-se aninhada entre altas montanhas. Á volta das margens da lagoa surgem grandes maciços de hortênsias de várias cores.
As restantes lagoas deste conjunto chamam-se: Lagoa Branca, Lagoa Comprida, Lagoa Rasa, Lagoa da Lomba, Lagoa Funda e Lagoa Seca.
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